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O inesperado aconteceu na América... Espero que não aconteça o pior

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:19
Quinta-feira, 21 de julho


Caros leitores e leitoras, não tenho abordado aqui assuntos internacionais, primeiro porque meu conhecimento não é assim tão vasto, e não gosto de falar de qualquer assunto, de qualquer jeito, e segundo porque me falta o tempo que gostaria para falar também desses assuntos, mas, dessa vez, não pude evitar. E não pude evitar porque um homem no comando da Casa Branca comanda, de certa forma, os destinos do mundo, queiram os mais radicais ou não.

Pois bem, na América, acaba de ser confirmada a candidatura de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos.

Eu sempre costumo compartilhar textos de algum outro veículo de comunicação ao final, mas desta vez, farei isso no início. Ontem, (20), no início da madrugada, no Jornal da Globo, o jornalista, Arnaldo Jabor, fez um comentário que gostaria de trazer para este espaço. Dizia ele:

No mundo inteiro as forças do atraso estão se congregando. A lentidão da democracia impacienta as massas, e surge um desejo de radicalismo, e se cria o grande perigo que existe na democracia, que pode ser usada para sua própria destruição. O historiador Tocqueville, em seu livro definitivo sobre a democracia na América, chamou essa possibilidade de “a ditadura da maioria” porque a liberdade pode legitimar o totalitarismo, e estimular a grossa vontade de botar pra quebrar. Já vemos essa tendência no neonazismo, na Alemanha, a subida da direita na França, o recente desastre da Inglaterra, o pré-ditador Erdogan, na Turquia, e a besta do Maduro. E tudo isso sobre uma primavera de homens bomba. Donald Trump é um mal. É o atraso. É a vitória da estupidez e da caretice. Vocês viram as suas mulheres republicanas, falando fino, como barbies, iguaizinhas, com cabelo de chapinha. Todas as republicanas são peruas. Agora, se esse elemento for eleito, estaremos ameaçados. Trump não pode botar a América contra o mundo, propondo um muro no México, condenação de minorias, e pior que tudo, um maluco irresponsável com os códigos da guerra atômica entre os dedos. A única vantagem do Trump é que, se ele não for eleito, que Deus ajude, ele será a caricatura definitiva do partido republicano. Certamente, Trump é candidato preferido do Puttim e do Estado Islâmico.
O que parecia impossível aconteceu... E isso não é nada bom, nem para os Estados Unidos, nem muito menos para os outros países do globo terrestre.

Na terça-feira (19), após uma acirrada batalha, o magnata Donald Trump, finalmente, conquistou a vaga para concorrer à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano.

Se alguém, no início da campanha, me dissesse que isso aconteceria, eu diria dessa pessoa que é utópica e sonhadora. Mas, enfim, não sei foi o dinheiro, e, diga-se de passagem, o muito dinheiro de Trump, ou se foram suas tresloucadas ideias, que o levaram a tão importante conquista, que, queira Deus, pare por aí. As eleições americanas ocorrem em 8 de novembro e a briga será acirrada entre Hilary e Trump. Espero que os americanos tenham sabedoria para escolher o melhor, ou melhor, dizendo, a melhor.

Após o segundo dia da convenção do partido, em Cleveland, Ohio, na qual os delegados do Partido Republicando elegeram o bilionário do ramo imobiliário como candidato do partido à Casa Branca, Trump logo correu para as redes sociais para publicar a seguinte mensagem:

É uma grande honra ser o indicado republicano para presidente dos Estados Unidos". Trabalharei duro e nunca lhes decepcionarei! AMÉRICA PRIMEIRO!
Donald Trump obteve o apoio de 1.725 delegados dentre os 2.472 que tinham direito a voto. Em termos de porcentagem, 69,8% dos delegados resolveram dar um voto de confiança a Trump, contra 30,2% que assim não procederam. O resultado revela algo preocupante, qual seja, o de que nem os próprios republicanos estavam contentes com a escolha, pois o resultado representa um índice de rejeição que só havia ocorrido na campanha de 1976, quando Ronald Reagan foi vencido por Gerald Ford.

No caso da surpreendente vitória de Trump, vale o dito popular “ri, melhor quem ri por último”, pois tanto os analistas políticos, quanto a imprensa americana duvidavam do que aconteceu na terça.

E o que é pior, o candidato do Partido Republicano, venceu a campanha com discursos estapafúrdios e mirabolantes, cheios de xenofobia, intolerância, e preconceito. Por exemplo, o muro a que Jabor se referiu no comentário ao Jornal da Globo, é uma das propostas de Trump de construir um muro na fronteira com o México, cujo objetivo é barrar a imigração ilegal. É dele também a proposta de barrar a entrada de muçulmanos no país. No primeiro caso, é bom que os americanos se lembrem de que muros houve na Alemanha, e a Alemanha não virou um céu, mas um inferno. No segundo caso, é bom também que eles analisem que, barrando a entrada de mulçumanos, estão cometendo uma justiça, de um lado contra aqueles que, realmente, merecem esse nome, e do outro, estão atraindo a ira daqueles que não merecem esse nome.

Lembremos também de que essas ideais tresloucadas arrepiaram os cabelos dos próprios republicanos durante a campanha. E não se espere por parte da maioria destes um apoio ardoroso a Trump.

Quando Donald Trump alçou a posição de favorito, indo parar no topo das pesquisas de opinião, pouca gente levou isso a sério, e, apenas pensavam: “quanto tempo ele permanecerá lá?” A cada discurso controverso de Trump, eles apenas renovavam esses pensamentos. Jeb Bush, também republicano que disputava vaga com Trump, o chamou de “candidato do caos” que seria um “presidente do caos”. Mas Trump, tal qual burro teimoso, empacou no topo das pesquisas, e de lá não mais saiu. Ao contrário, viu seus adversários caírem, um a um.

O que levou Trump a vencer a disputa dentro do próprio partido?  De onde vem sua popularidade. Em minha opinião, vem das ideias, ou melhor, da falta delas. Há tempos não se tem discursos ideológicos fortes, que digam a verdade que a sociedade precisa ouvir, como por exemplo os discursos de Luther King, nem muito menos, políticos dispostos a lutar por uma causa, de fato, humanitária. Hoje, parece mais fácil erguer muros para não ver o outro, ou impedir a entrada deste ou daquele grupo, ou denominação religiosa, como se isso resolvesse o problema da loucura na qual o mundo se vê enredado, como se essas atitudes fossem passíveis de resolver conflitos internos e externos.

É também essa falta de idealismo que leva os jovens a se alistarem nas fronteiras do Estado Islâmico. Diz o ditado popular que “mente vazia é oficina do diabo”, e é verdade. Se você não vê à sua volta ideias que levem o mundo em uma direção mais harmoniosa, então, meu amigo, minha amiga, qualquer porcaria em forma de ideia que lhe apresentarem, você encara de primeira. Talvez se arrependa depois, mas daí já será tarde para voltar ao caminho da luz.

Isso é o que penso, mas vamos ao pensamento dos analistas políticos. Dizem eles que grande parte dos eleitores americanos estão descontentes com a classe política, que anda esquecida das aspirações e necessidades do povo americano. Mas daí, como diz outro ditado popular a “chutar o pau da barraca”, é demais, vocês não acham? Trump deve ter percebido esse descontentamento dos eleitores para com a classe política, pois, ainda em campanha, afirmou: “Não sou um político. Políticos mentem”. Assim, Trump mentiu duas vezes.

Também deve passar pela cabeça de muitos eleitores que a capacidade de Trump para os negócios, também sirva para governar bem o país. Outros devem pensar que, por ser um candidato espontâneo que fala a verdade, ele saberá administrar melhor os conflitos internos e externos. Pra começar, o candidato não fala a verdade, ele fala é muita bobagem, isso sim. E quem confunde bobagem com verdade, pode acabar com os dois pés na lama.

Acredito que, com Obama, os americanos tiveram um governo sem muitos sobressaltos, além do mais, Obama se apresenta como tendo raízes no Kansas e no Quênia, portanto, um símbolo de integração entre os povos, e não de segregação. Além disso, como negro, Obama, representa a igualdade racial, a oportunidade de os negros galgarem posições elevadas na sociedade. Além disso, Obama tinha um discurso de tolerância em relação aos gays, aos imigrantes, e aos mulçumanos, e isso se chama avanço. Diante disso, eu fico me perguntando: escolherão os americanos o retrocesso?

Eu, particularmente, penso que os americanos deram um grande avanço ao escolher um negro como presidente. Acho que eles continuariam a avançar se escolhessem uma mulher para presidir a nação. Quebra de tabus. Na maioria das vezes, isso é muito bom.

Para finalizar, as opiniões contrárias a chegada de Trump à presidência dos Estados Unidos se multiplicam. Além da opinião de Arnaldo Jabor, que, praticamente, abre esse artigo, tem também a opinião de Ernesto Samper, ex-presidente colombiano, e atual presidente da Unasul — organização que reúne doze países da América do Sul, ele disse estar aterrorizado ante a possibilidade de que Trump vença Hilary, e o comparou ao monstro Godzila, que há tempos espalha medo e pavor nas telonas. As afirmações foram feitas à AFP, em Paris.

Um estudo do Economist Intelligence Unit (EUI), aponta o candidato republicano como uma ameaça em nível global, caso ele chegue a presidência. O serviço de análises do The Economist diz que a ascensão dele seria igual a uma ascensão da economia do grupo jihadista, ou como uma ascensão econômica do Estado Islâmico.

Não poderia também de deixar de comentar aqui o plágio do discurso de Michelle Obama, que a mulher de Donaldo Trump fez na terça-feira, por ocasião da vitória do marido. Ora, uma candidata à primeira dama que não tem nada de interessante a dizer, e plagia o discurso de outra, merece mesmo o nome de Barbie, a boneca que tem corpo bonito, roupas elegantes... E nada na cabeça.

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