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Aedes Aegypti: Um pequeno inimigo capaz de grandes estragos

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:11
Sexta-feira, 29 de janeiro



Eles e elas bailam no ar, seus voos são precisos e suaves. Eles também são sutis, e mais leves que uma pluma.

Bom, acho melhor mudar o rumo da prosa, pois se continuar a descrição conforme comecei vocês podem até pensar que falo de lindas e belas borboletas. Mas os eles e elas a que me refiro neste artigo, nada têm de belos, ao contrário, são feios e nocivos à saúde humana. Falo dos terríveis machos e fêmeas, chamados, mosquito Aedes Aegypti.

Pequenos, perigosos, e incômodos, esses pequenos insetos já fazem causar preocupação até na Organização Mundial da Saúde (OMS).

O nível de preocupação é extremamente alto”. “Temos que tomar ações agora”. Foram palavras da diretora da entidade, Margaret Chan. Nesta quinta-feira (28), a OMS manifestou publicamente sua preocupação com o aumento do número do número de casos do zika vírus, e de como a doença está se espalhando pelas Américas. Já são 23 o número de países afetados pela doença nas Américas. A entidade estima que cerca de três a quatro milhões de pessoas serão infectadas pelo zika vírus no continente. Até agora, o Brasil é o país mais atingido pela doença. É possível que cerca de 1,5 milhões de brasileiros tenham sido infectados pela doença em 2015. A boa notícia é a de que nem todos apresentaram sintomas, se é que se pode chamar isso de boa notícia. Outra boa notícia, pelo menos é para quem mora no Chile e no Canadá. A boa para estes países é que as fronteiras por lá estão bem guardadas e não deixaram os insetos ultrapassar as fronteiras, melhor para a população desses países.

Mas, afinal o que vem a ser o zika vírus? A doença pode ser considerada uma infecção causada pelo vírus ZIKV, transmitida pelo Aedes Aegypti. Apesar de o vírus ter aparecido pela primeira vez no ano de 1947, em Uganda, apenas em 2015 o Brasil apresentou casos da doença, inicialmente nos Estados do Rio Grande do Norte e Bahia. Para aliviar um pouco as preocupações, serve a informação de que o ZKVI não é transmitido de pessoa para pessoa. O mosquito atua como agente de transmissão. O problema é que se o inseto pica alguém contaminado, ele passa a ser uma espécie de potencial transmissor do vírus, enquanto durar seu tempo de vida.



Misturado a tudo isso, outro fator pegou o país de surpresa — como se não bastasse às tantas surpresas desagradáveis que temos tido ultimamente — houve um aumento dos casos de microcefalia — uma má formação congênita na qual o cérebro dos bebês não se desenvolve de maneira adequada. O Ministério da Saúde confirmou a relação entre o zika vírus e a microcefalia.


O nocivo mosquito provoca ainda a dengue e a chikungunya. O inseto é, realmente, um pequeno grande inimigo, que, para existir, precisa da ajuda humana. De que forma? O mosquito é fã de água parada, de falta de higiene, e de outras coisas do gênero. Pensando assim, tem muito humano ajudando o mosquito a viver. Na verdade, não sei ao certo quem é mais inimigo: se o humano que, por descuido e desleixo, fornece munição para o mosquito, ou se é este que, munido das armas que os humanos lhe fornecem, partem para o feroz ataque.

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E o Oscar vai para... Os brancos?

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:45
Terça-feira, 26 de janeiro


Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã,
ainda assim plantaria a minha macieira.
O que me assusta não é a violência de poucos,
mas a omissão de muitos.
Temos aprendido a voar como os pássaros,
a nadar como os peixes,
mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos”.

Martin Luther King


Com data marcada para o dia 28 de fevereiro deste ano, a grande premiação dos melhores do fantástico mundo do cinema no ano de 2015, o Oscar, promete. Promete muita controvérsia.

Tapete vermelho, flashes, muitos flashes, muita badalação, uma constelação de astros e estrelas, e fãs que se espremem e se apertam como frutas num liquidificador, apenas para ver — mesmo que um breve momento — bem de pertinho seus atores e atrizes favoritos. A cobertura que a imprensa empresta ao evento é gigantesca. Junto com todo esse glamour o Oscar sempre veio acompanhado de muitas polêmicas, discussões. Esse ano não será diferente. Apenas que muito mais que polêmicas, este ano está sendo tocada numa ferida que insiste em não sarar: a questão do racismo.

A não indicação de negros ao prêmio, pelo segundo ano consecutivo, está incendiando as discussões em Hollywood. A hegemonia branca tem sido contestada por grandes astros da capital do cinema. Mais uma vez, nenhum artista ou diretor negro figura entre os indicados. E isso soa muito estranho num meio cinematográfico repleto de negros talentosos e merecedores da estatueta dourada.

Eu estou envergonhada e frustrada com a falta de diversidade”, disse Cheryl Boone Isaacs, presidente da academia. Junto à dela, outras vozes se levantaram contra essa estranha decisão da academia de não colocar artistas negros entre os indicados. Entre essas vozes de protesto estão Spike Lee, Will Smith, e sua esposa, Jada Pinkett Smith, David Oyelowo, Don Cheadle e Cuba Gooding Jr. Os artistas negros prometem boicotar o Oscar ao não participarem da cerimônia.

Em minha modesta opinião, mais uma vez nos deparamos com o incomodo monstro do racismo. Não é a academia que é racista, é a sociedade que é racista, ou seja, é uma academia inserida numa sociedade racista que toma decisões de cunho racista. Nisso tudo eu pergunto, e a luta de Martin Luther King Jr., onde fica nisso tudo?

Roxane Gay
Como já disse a vocês, não domino a língua inglesa, mas por curiosidade, às vezes, passeio pelas páginas do The New York Times, e, encontrando algo interessante, faço uma tradução livre, e compartilho com vocês. Como é o caso do artigo abaixo. O texto foi publicado na última sexta-feira (22), e tem por título, O Oscar e o Problema Racial de Hollywood, o artigo, da seção Opinião do NY Times, é de autoria de Roxane Gay. Roxane é professora associada na Universidade de Purdue. É autora de “An Untamed State” e “Bad Feminist”, ambos os livros sem tradução oficial para a língua portuguesa. Roxane contribui para o NY Times escrevendo na coluna Opinião.

***



O Oscar e o Problema Racial de Hollywood


Quando falamos sobre a diversidade, ou a falta dela, nós nos referimos a ela como “um problema”. Este ou aquele setor, organização ou grupo tem um problema de gênero ou um problema de raça ou algum outro tipo de problema relacionado com a diversidade. Nós identificamos o problema e o discutimos, de forma exaustiva, muitas vezes contenciosamente, porque o problema é significativo, penetrante, e para aqueles de nós que são os mais afetados, o problema é pessoal.

Outro ano, outro grupo de indicados ao Oscar. Por dois anos consecutivos, nenhum ator negro foi indicado. Esta profunda ausência é agravada pela robusta história de negligência da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas para com o trabalho dos atores, escritores, diretores e outros profissionais do cinema que são negros.

Hollywood tem um problema racial. Hollywood sempre teve um problema racial. A indústria do cinema continua a ignorar o público negro, em seu próprio detrimento, dado o sucesso de bilheterias de filmes que apresentam diversos elencos. Eles continuam a ignorar o fato de que os negros querem ver suas vidas refletidas nos filmes a que assistem. Essa representação não é pedir muito.

Descaradamente, eu amo filmes. Sempre tenho um. As garras do espetáculo cinematográfico me seguram o tempo todo. Han Solo congelado em carbonita, e a princesa Leia asfixia Jabba, o Hut, enforcando-o com a corrente que a prendia a ele. O desafio de Private Trip em busca de dignidade em Glory (Glória). Julia Roberts como Vivian Ward em Uma Linda Mulher triunfante volta para Rodeo Drive, boutique que a esnobou, repleta de sacolas de compras de outras lojas — grande erro, enorme. Monica Wright-McCall, no centro da quadra, enquanto seu marido e sua filha a encorajam, em Love and Basketball (Amor e Basketball). O salto de paraquedas feito com carros de um avião de carga, em Velozes e Furiosos 7.

Quando estou no cinema, eu me perco. Há eletricidade correndo pelo meu corpo. Quando eu vi The Hunger Games, eu queria pular e gritar, porque eu não conseguia conter a emoção que estava sentindo. Durante Whiplash Eu fiquei sem palavras. Nostalgia e, em seguida, tristeza tomaram conta de mim quando eu assisti The Best Man Holiday, não uma, mas três vezes. Estou impressionada com o que é preciso para fazer um filme, por isso muitas pessoas e práticas que têm que vir juntos. Filmes, o melhor e o pior deles, me oferecem lembranças indeléveis e muito prazer. Eles oferecem fuga. Eles são uma forma de arte em que eu, como escritora, aspiro.

Essa aspiração é contrariada, no entanto, porque os filmes não costumam apresentar pessoas que se parecem comigo. Eu não estou interessada em escrever filmes sobre uma sílfide à procura de amor, vivendo em Nova York, em um improvável apartamento grande, com uma grande quantidade de luz natural que nunca parece passar muito tempo em um trabalho real. Eu não estou interessada em escrever filmes sobre um homem branco que está em algum tipo de viagem para encontrar a si mesmo ou vingar uma injustiça, seja no Brooklyn ou os confins de Montana e Dakota do Sul. Parece não haver lugar para pessoas que se parecem comigo na produção de filmes que não me impedem de escrever ou trabalhar, mas eu estou constantemente ciente do teto de ferro acima de mim.

Desde 2012, 94 por cento dos eleitores da academia são brancos e 77 por cento desses eleitores são homens. A demografia de quem faz, escreve, edita, ou produz filmes, e estrelas de cinema, é igualmente gritante. De acordo com um relatório 2014 feito pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, sobre diversidade em Hollywood, apenas 10,5 por cento dos atores principais em filmes de 2011 eram negros, e apenas 7,6 por cento dos filmes a partir desse mesmo ano foram escritos por negros.

Quando indicações ao Oscar deste ano foram divulgadas, eu não fiquei surpresa. Eu estava cansada. Eu fiquei, apesar do meu cansaço, decepcionada ao ver Ryan Coogler ignorado como melhor diretor e Michael B. Jordan esquecido como melhor ator por seu trabalho em “Creed”. Eu fiquei tão frustrada que, mesmo que estes homens tivessem sido indicados, as indicações ao Oscar ainda teriam sido, insuportavelmente, brancas.

Novamente, os negros foram informados, de maneira implícita e explícita, de que as nossas histórias e formas de ver o mundo não são tão valiosas. Foi dito a nós que devemos estar satisfeitos com os restos de reconhecimento recebidos no ano passado.

Há, talvez, alguma esperança. Pouco mais de uma semana após a ardósia toda branca de nomeados serem revelada, o Conselho de Administração da academia anunciou, sexta-feira, que fará mudanças que possam resolver o problema. O Conselho disse que está comprometido com a duplicação do número de mulheres e membros negros da academia até 2020. Os membros terão o seu estado de votação revisto a cada 10 anos, e esse status pode ser revogado se um membro não for ativo no grupo dentro dessa década. Estas não são soluções imediatas e eles pouco podem fazer para melhorar a situação, mas, pelo menos, a academia reconhece o problema. Enquanto isso, ainda temos que enfrentar o problema racial de Hollywood na sua forma atual.

No debate que seguiu as indicações ao Oscar de 2016, há os costumeiros escândalos, nojo e, em algumas partes, indiferença ou desprezo velados. Robert Redford, durante o festival de Sundance, disse: “Eu não estou focado nessa parte. Para mim, é sobre o trabalho, e qualquer recompensa que vem disso, é ótima. Mas eu não penso sobre isso”. O Sr. Redford, é claro, já tem seu Oscar e ele não pensa sobre essa questão porque pode se dar ao luxo de não precisar pensar nela.

Charlotte Rampling, indicada ao Oscar de melhor atriz deste ano, sugeriu que toda essa conversa de Hollywood e da diversidade é racismo contra os brancos . “Mas nós temos que deduzir, a partir deste caso, que deve haver cotas para minorias em todos os lugares”? Perguntou ela.

Michael Caine também teve um insight, quando pediu aos atores negros para ser pacientes, porque, bem, ele levou um longo tempo para ganhar seu primeiro Oscar. Ele também observou: “Afinal, você não pode votar num ator, porque ele é negro. Você não pode dizer, ‘Eu vou votar nele, ele não é muito bom, mas ele é negro, eu vou votar nele”. Mr. Caine quis dizer com essa declaração absurda que o desejo de diversidade é o desejo de elevação à mediocridade.

Aqui temos três veteranos do grupo que parecem colocar sua pele branca como norma, como a de qualquer um que recebe consideração merece mérito, como um marcador de pessoas cujas experiências devem ser representadas.

Em consequência dos anúncios de indicação, o cineasta Spike Lee, a atriz Jada Pinkett Smith, e seu marido, Will Smith, afirmam que eles planejam não comparecer à cerimônia de premiação no próximo mês, em protesto.

A coisa sobre um boicote é que não precisa ser algo em jogo. Eu não estou inteiramente certa de que se o que está em jogo é ignorar o Oscar. A raiz do problema não é a academia, que seleciona os indicados ao Oscar, embora, certamente, devamos voltar o nosso olhar crítico para os eleitores que parecem favorecer os cineastas brancos, e que tendem a premiar apenas uma espécie de filme “diversificado” que se centra a luta como o esteio da experiência negra. Eles são apenas uma parte de outra muito maior, da, inteiramente doente, indústria.

A raiz do problema é que, simplesmente, não há suficiente produção de filmes por negros. Não há trabalho suficiente no oleoduto. E não são apenas atores negros e cineastas negligenciados pela academia, há artistas de outras raças e etnias. Todas as vezes que conversamos sobre este problema, a conversa continua a ser desesperadamente estreita. Há um grande número de nós exigindo um lugar legítimo no mundo do cinema, enquanto o fardo de manter “problema” conversas animadas, e a carga de soluções que oferecem, também recai sobre nós.

Atores e cineastas negros podem e devem tomar as arquibancadas que eles escolhem, mas as pessoas brancas na indústria do cinema precisam se intensificar e gastar menos tempo, complacentemente, deleitando-se com o seu privilégio. Atores e cineastas brancos precisam fazer mais do que oferecer algumas palavras atenciosas em entrevistas. Eles precisam reconhecer inequivocamente os reais problemas de diversidade que continuam sem solução. Eles também precisam ficar em casa para ver o Oscar. Eles precisam recusar projetos que são monocromáticos tanto na frente, como atrás das câmeras. Eles precisam assumir este problema como seu próprio problema.


Se nós vamos boicotar o Oscar, também precisamos boicotar os estúdios de cinema, determinados a ignorar o sucesso de bilheteria de filmes com atores negros. Precisamos boicotar as pessoas que relutam em produzir filmes feitos por negros. Precisamos boicotar esse sistema que se recusa a reconhecer que há vida além da experiência branca como regra e não como exceção. Como uma amante do cinema, eu não tenho prazer na perspectiva de demarcar uma linha tão dura para que os negros possam ser ouvidos e, finalmente, representados na telona, mas Hollywood nos deixou com pouca escolha.

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A formiga que virou cigarra

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:08
Domingo, 24 de janeiro


Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer
...
Brasil
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim
(Brasil - Cazuza/George Israel/Nilo Roméro)




Das minhas primeiras experiências no fantástico mundo da leitura, lembro-me com carinho das fábulas, principalmente das fábulas de Esópo, e de La Fontaine. Era tudo uma gostosa descoberta: o cheiro dos livros, o formato dos livros, as gravuras e imagens, e todo aquele mundo de letras, prontas para serem decifradas. As fábulas me ensinaram duplamente nos planos consciente e inconsciente. No primeiro, elas ajudaram no desenvolvimento do meu processo de leitura e, no segundo, me incutiram valores e princípios morais que, até hoje, carrego vida afora.

Uma das minhas preferidas é A Cigarra e a Formiga, fábula atribuída a Esopo, e recontada por La Fontaine, que, a seguir, transcrevo.

***
A CIGARRA E A FORMIGA
Num belo dia de inverno as formigas estavam tendo o maior trabalho para secar suas reservas de comida. Depois de uma chuvarada, os grãos tinham ficado molhados. De repente, aparece uma cigarra:
— Por favor, formiguinhas, me deem um pouco de comida!
As formigas pararam de trabalhar, coisa que era contra seus princípios, e perguntaram:
— Mas por quê? O que você fez durante o verão? Por acaso não se lembrou de guardar comida para o inverno?
Falou a cigarra:
— Para falar a verdade, não tive tempo, Passei o verão todo cantando!
Falaram as formigas:
— Bom... Se você passou o verão todo cantando, que tal passar o inverno dançando? E voltaram para o trabalho dando risadas.
Moral da história:
Os preguiçosos colhem o que merecem.
***

As fábulas são narrativas figuradas, e nelas, os personagens são, geralmente, animais com características humanas que tem sentimentos, falam, trabalham, e pensam. Poderíamos simplificar dizendo que as fábulas são as experiências humanas transportadas para o mundo animal com objetivo de, nesse processo de transporte, trazer de volta ao mundo figurado, lições morais para o universo humano.

Também cumprindo o papel de alegorias, as fábulas servem para explicar o mundo em que vivemos.

Achei bastante pertinente e inteligente, a transposição que Frei Betto fez da fábula, A Cigarra e a Formiga, para o universo político brasileiro atual, ao falar da questão do Partido dos Trabalhadores, e de como ele, o partido, foi se desfigurando ao longo do tempo. Era formiga e passou a ser cigarra.

Em artigo — publicado na Folha de São Paulo, em 10 de novembro de 2014, quinze dias após a recondução de Dilma Rousseff, à presidência do Brasil, para assumir o segundo mandato como presidente da nação — Frei Betto traça um breve resumo da história.

Desde sua fundação, em 10 de fevereiro, de 1980, — coincidentemente, dia do meu aniversário natalício — o PT sempre se mostrou um partido de mobilização social, com um discurso social, e com cara de social, e talvez por representar uma esperança de mudança tenha conquistado a minha simpatia, e a de milhões de brasileiros, por um bom tempo. Diz o Frei em deu artigo: “No fundo dos quintais, havia núcleos de base. Incutia-se na militância formação política, princípios ideológicos e metas programáticas. O PT se destacava como o partido da ética, dos pobres e da opção pelo socialismo”. Depois... Ah, depois meus amigos, vieram as surpresas. Desagradáveis surpresas.

Apesar de bem escrito, o artigo de Frei Betto carece de atualizações, as quais, faço agora. E é compreensível que o artigo dele careça de atualização pois foi escrito há pouco mais de um ano e, de lá para cá, muita coisa mudou. “Em 12 anos de governo, o PT construiu, sim, um Brasil melhor, com índices sociais "nunca vistos antes na história deste país". Porém, como partido, houve progressiva desconstrução”, escreve Frei Betto. Já era sabido pelo autor do artigo, que o PT havia jogado na lata do lixo seus princípios morais e éticos, isso não está expresso no texto que ele escreveu, mas está nas entrelinhas. O que agora nos é aparente é que caiu também a máscara do progresso econômico de que os líderes petistas tanto alardeavam. 

E aqui neste ponto de meu próprio artigo, eu trago a palavra de uma autoridade que tem muito peso, aliás, um peso e uma importância enormes no cenário mundial. Essa autoridade chama-se Fundo Monetário Internacional (FMI). Há cinco dias, a entidade nos acenava, a nós brasileiros, aos mercados mundiais, e a quem mais quisesse saber, que o país deverá sofrer uma retração de 3, 5% neste ano em seu PIB, fato que nos coloca bem abaixo dos países da América Latina.

O cenário deve estar tão assustador — e não é exagero do FMI, temos sentido isso na pele, ou melhor, no bolso — que o Fundo, que já tinha perspectivas negativas para o Brasil, em 2016, piorou essas perspectivas, e, não bastasse isso, nem em 2017, o órgão vê uma retomada do crescimento da economia brasileira. Segundo o FMI, em 2017, — e olhem que apenas começamos 2016 —, o Brasil registrará estagnação econômica, ou seja, o crescimento do país será, simplesmente, 0%.

Ainda segundo o FMI, toda essa recessão tem uma causa: “a recessão causada pela incerteza política e contínuas repercussões da investigação na Petrobras”. Como veem meus amigos e amigas, o rombo e o estrago feito na Petrobrás foi tão devastadores quanto estão sendo suas consequências: inflação, juros altos, forte recessão, e uma crise política sem precedentes.

Apesar de tudo isso e de esse pesaroso cenário, nós brasileiros, não devemos deixar morrer em nós a esperança, pois que deixa morrer a esperança perde as forças para lutar e para resistir às tempestades. E isso nunca! Fico com os versos da canção, Desesperar Jamais, de Ivan Lins:

Desesperar jamais,
Aprendemos muito nesses anos
Afinal de contas não tem cabimento
Entregar o jogo no primeiro tempo

A seguir, apresento a vocês o artigo de Frei Betto, A fábula petista, publicado na Folha de São Paulo, em 10 de novembro de 2014.

***



A fábula petista

FREI BETTO
10/11/2014 - Opinião - Folha de S.Paulo

Com o tempo, o PT deixou de valorizar o trabalho da formiga e passou a entoar o canto da cigarra. O projeto de Brasil deu lugar ao de poder.

A disputa presidencial se resumiu em um verbo predominante na campanha: desconstruir. Em 12 anos de governo, o PT construiu, sim, um Brasil melhor, com índices sociais "nunca vistos antes na história deste país". Porém, como partido, houve progressiva desconstrução.

A história do PT tem seu resumo emblemático na fábula "A cigarra e a formiga", de Ésopo, popularizada por La Fontaine. Nas décadas de 80 e 90, o partido se fortaleceu com filiados e militantes trabalhando como formigas na base social, obtendo expressiva capilaridade nacional graças às Comunidades Eclesiais de Base, ao sindicalismo, aos movimentos sociais, respaldados por remanescentes da esquerda antiditadura e intelectuais renomados.

No fundo dos quintais, havia núcleos de base. Incutia-se na militância formação política, princípios ideológicos e metas programáticas. O PT se destacava como o partido da ética, dos pobres e da opção pelo socialismo.

À medida que alcançou funções de poder, o PT deixou de valorizar o trabalho da formiga e passou a entoar o canto presunçoso da cigarra. O projeto de Brasil cedeu lugar ao projeto de poder. O caixa do partido, antes abastecido por militantes, "profissionalizou-se". Os núcleos de base desapareceram. E os princípios éticos foram maculados pela minoria de líderes envolvidos em maracutaias.

Agora, a cigarra está assustada. Seu canto já não é afinado nem ecoa com tanta credibilidade. Decresceu o número de sua bancada no Congresso Nacional. A proximidade do inverno é uma ameaça.

Mas onde está a formiga com suas provisões? Em 12 anos, os êxitos de políticas sociais e diplomacia independente não foram consolidados pela proposta originária do PT: "Organizar a classe trabalhadora" e os excluídos.

Os avanços socioeconômicos coincidiram com o retrocesso político. Em 12 anos de governo, o PT despolitizou a nação. Preferiu assegurar governabilidade com alianças partidárias, muitas delas espúrias, em vez de estreitar laços com seu esteio de origem, os movimentos sociais.
Tomara que Dilma cumpra sua promessa de campanha de avançar nesse quesito, sobretudo no que diz respeito ao diálogo permanente com a juventude, os sem-terra e os sem-teto, os povos indígenas e os quilombolas.

O PT até agora robusteceu o mercado financeiro e deu passos tímidos na reforma agrária. Agradou as empreiteiras e pouco fez pelos atingidos por barragens. Respaldou o agronegócio e aprovou um Código Florestal aplaudido por quem desmata e agride o meio ambiente.

É injusto e ingênuo pôr a culpa da apertada e sofrida vitória do PT nas eleições de 2014 no desempenho de Dilma.

Se o PT pretende se refundar, terá que abandonar a postura altiva de cigarra e voltar a pisar no chão duro do povo brasileiro, esse imenso formigueiro que, hoje, tem mais acesso a bens materiais, como carro e telefone celular, mas nem tanto a bens espirituais: consciência crítica, organização política e compromisso com a conquista de "outros mundos possíveis".

CARLOS ALBERTO LIBANIO CHRISTO, 70, o Frei Betto, é assessor de movimentos sociais e escritor. É autor de "A Mosca Azul - Reflexão sobre o Poder" (Rocco), entre outros livros

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O portador do fogo Olímpico

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:15
Quinta-feira, 21 de janeiro



È bom quando vemos que o trabalho de um batalhador está sendo reconhecido. Principalmente, em um país no qual são abundantes os casos de corrupção , e de descaso para com a população, principalmente, para com aquela parte da população mais carente de recursos. Ressalte-se, que esses maus exemplos vêm, em grande parte da classe política, que deveria estar fazendo justamente o contrário, ou seja, ajudar o Brasil e seu povo a encontrar os rumos do bem estar, da prosperidade e do desenvolvimento.

Já falei nesse blog do trabalho do professor, Luís Antonio Xavier Batista, o Tony Xavier, da pequena cidade de Solidão, que dista cerca de 400 quilômetros do Recife. Tony, professor de Educação Física, na Escola Nossa Senhora de Lourdes, com os parcos recursos de que dispõe, tem conseguido resultados extraordinários no esporte, orientando e treinando garotos e garotas de sua terra, a realizar com perfeição, a nobre arte do esporte. Como diz o ditado popular, ele “consegue tirar leite de pedra”, consegue fazer florir entre pedregulhos e terra seca, as rosas da esperança, da vontade e da felicidade. O professor faz ver aos alunos que, apesar de toda dificuldade encontrada pelos caminhos da vida, é possível pousar nas asas do sonho e voar longe, aonde se pode ser um campeão, vencedor.



No início deste mês, Tony Xavier recebeu um convite que o deixou exultante de alegria. E não era pra menos, afinal não é qualquer que recebe um convite do nível de responsabilidade que ele recebeu. O professor estava na sua tranquilidade quando recebeu um telefonema. Era o Secretário de Educação do Estado de Pernambuco, Fred Amâncio, convidando-o para carregar a Tocha Olímpica, nas Olimpíadas do Rio, 2016.

Acho que faz todo o sentido alguém que é luz é meio à gente de sua terra, ser portador do fogo Olímpico, na festa do esporte que reúne atletas de várias nações, e das mais diversas modalidades. Em momento em que tanto precisamos de esperança, de luz, e de pessoas de caráter, sinto-me feliz com a felicidade de Luís Antonio.

A Rio 2016, esse grandioso evento multiesportivo, terá início no segundo semestre do ano de 2016, sob as bênçãos do Cristo Redentor, na cidade de Rio de Janeiro. A grande festa do esporte ocorrerá entre os dias 05 e 21 de agosto do ano que vem, e, em seguida, será realizada as Paralímpiadas que terá seus eventos realizados entre os dias 7 e 18 de setembro do mesmo ano.

A seguir, peço licença ao Tony, para publicar, neste blog, o texto que ele postou em sua página no Face, quando soube da notícia.

Um abraço ao professor, e no povo pernambucano, um abraço a todos os nordestinos.

***



Luiz Antonio Xavier Batista
06 de janeiro

Gostaria de dividir uma das maiores alegrias e emoções que um ser humano que ama o esporte pode sentir com pessoas importantes na minha vida, ou seja, amigos verdadeiros e familiares. Há algumas horas atrás o Secretário de Educação do Estado de Pernambuco, Fred Amâncio, me ligou convidando-me a participar do maior evento Esportivo do Planeta que reúne milhares de atletas de mais de 200 países, de 5 continentes, que representam os anéis olímpicos que são eles: América, Ásia, África, Europa e Oceania. Fui convidado para Carregar a TOCHA OLÍMPICA, onde terei a responsabilidade de representar a Família Gomes e Batista, os meus amores, minhas Rosas, meus portos seguros minha mãe, Maria De Fátima Xavier Gomes, e minha noiva Adyla Brito, eu amo vocês. Representar a EREM NOSSA SENHORA DE LOURDES, que é mais que uma escola é uma família, minha segunda casa a qual agradeço em nome do gestor da nossa escola Wilson Barbosa, aos meus alunos atletas. Sem vocês nada disso seria possível (Se fosse para contar quantas vezes desafiamos o impossível dava pra contar até em um livro meus amados atletas, aos quais posso chamar de guerreiros, devido a nós nunca desistirmos, sempre persistirmos, nunca dissemos não dá, não tem como, não tem jeito, a palavra não podemos não existe e nem nunca existirá no nosso dicionário. As únicas que existem e sempre existirão são essas: eu posso, eu quero, eu tenho fé em Deus, eu vou vencer!). Representar meu povo, minha querida cidade de Solidão, nosso querido e tão castigado pela seca, Sertão do Alto Pajeú, nosso estado de Pernambuco e nosso, apesar de tudo, querido país, Brasil. Vou me esforçar ao máximo para representar a todos com muita honra, determinação, raça e principalmente amor. Em especial gostaria de agradecer a Deus que tem me honrado tanto. ‪#‎obgmeuDeus
‪#‎obgsenhorDeusdoimpossível
‪#‎quemacreditasemprealcança

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Rompimento da barragem de Fundão: Uma tragédia anunciada

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:04
Terça-feira, 19 de janeiro

Desde os primórdios /Até hoje em dia
O homem ainda faz / O que o macaco fazia
Eu não trabalhava / Eu não sabia
Que o homem criava / E também destruía
Homem Primata
Capitalismo Selvagem
Ô!Ô!Ô!
Homem Primata
Capitalismo Selvagem
Ô!Ô!Ô!”
(Capitalismo Selvagem - Compositores: Sérgio Britto / 
Marcelo Fromer / Nando Reis / Ciro Pessoa)



A ambição desmedida já foi causa de ruína para muitos e já arruinou a muitos. Ela é tão danosa que pode matar não apenas pessoas, mas também rios, lagos, oceanos e toda a fauna e flora a eles ligados. E matando fauna e flora a ambição desmedida traz no bojo de suas consequências, a morte da esperança do homem que desses recursos depende. Além de ser passível de causar danos ao meio ambientem, causa também danos à sua saúde do homem. Foi o que acontece no rompimento da Barragem de Fundão, em Minas Gerais.

A tragédia ambiental ocorreu no dia 05 de novembro de 2015. Naquele dia a barragem de Fundão, localizada no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, Minas Gerais, se rompeu e destruiu completamente o distrito. Em lugar da localidade, restou apenas um mar de grossa lama tóxica. A lama chegou ao Rio Doce e seguiu por ele, devastadora, destruindo o próprio rio e toda a fauna e flora que nele havia, prejudicando a vida de milhares de pessoas que dependiam da pesca e da própria água do Rio para sua subsistência.

O mar de lama de rejeitos tóxicos de minérios seguiu por milhares de quilômetros, chegando aos rios do estado do Espírito Santo, e de lá para o mar. As empresas responsáveis pelo empreendimento são a Vale do Rio Doce e anglo-australiana BHP Billiton.

No dia 13 último, a Polícia Federal indiciou a mineradora Samarco e mais sete executivos da empresa. Um deles é o diretor-presidente da empresa, Ricardo Vescovi. A Vale, uma das donas do empreendimento, também foi indiciada. A PF também indiciou a  consultoria VogBR. Os indiciados se posicionam contrários ao indiciamento, como se não lhes coubesse nenhuma responsabilidade pela tragédia, quando na verdade, quando os laudos apontam o contrário. Por exemplo, a Vale diz que o indiciamento: “reflete um entendimento pessoal do delegado e ocorre em um momento em que as reais causas do acidente ainda não foram tecnicamente atestadas e são, portanto, desconhecidas”.

Neste domingo, o Fantástico mostrou, em reportagem exclusiva, que a Samarco, sabia desde 2013, que havia risco de rompimento da barragem de Fundão. Segundo a apurou a reportagem, baseada em investigação do Ministério Público Federal, o problema começou em 2007, há 9 anos. Aquele foi o ano em que a Samarco pediu autorização do governo de Minas Gerais para a construção da barragem. O rompimento da barragem, em 05 de novembro do ano passado, começou na base, ou seja, no licenciamento da obra. Na fase chamada de licença prévia, a Samarco deixou de apresentar o projeto executivo, um projeto de fundamental importância para o andamento da obra, que apresenta todos os detalhes técnicos sobre a construção. Ao invés disso, a empresa apresentou apenas dados básicos do projeto.

Mesmo com essas informações incompletas, o projeto foi aceito pela Fundação Estadual do Meio Ambiente. Essa falha permitiu que o processo entrasse em sua segunda fase, sem que houvesse estudos essenciais que atestassem a segurança da estrutura. O Fantástico mostrou o relatório feito naquela época a Geraldo Abreu, atual Subsecretário de Regulamentação Ambiental de Minas Gerais. “È um erro grave. Se não havia Projeto Executivo, nós temos um problema grave”, disse ele.

A licença para o início das obras de instalação da barragem foi concedida em 15 de junho de 2007, representando a segunda fase do processo de licenciamento. Tendo em vista a enorme burocracia que há em nosso país, o licenciamento pedido pela Samarco  foi concedido em tempo recorde.

Ainda segundo as investigações do MP, um uma questão que merece atenção especial é com relação a uma pilha de material descartada de outra mina vizinha, de propriedade da Vale. A empresa havia colocado a pilha no local dois anos antes da construção da Barragem de Fundão. Sendo que no dia em que houve o rompimento dessa barragem o material ainda se encontrava no local. Como o escoamento da água da chuva sobre a estrutura poderia ter algum efeito na barragem, a Samarco pediu a Vale que apresentasse um projeto que solucionasse o problema, mas, ao que parece, o projeto não chegou a ser realizado.

Procurada pelo Fantástico, a Vale respondeu, por e-mail, que a retirada do material era de responsabilidade da Samarco, e que nunca houve contato entre a referida pilha de material e o reservatório da barragem.

Porém, as irregularidades, e porque não dizer, descaso, continuaram acontecendo. Em 2013, a Samarco contratou uma consultoria de engenharia para elaboração de um estudo sobre a estrutura de segurança da barragem. O relatório apontou risco operacional da barragem, e a equipe que o realizou, alertou a Samarco. Segundo a empresa que fez o relatório, a VogBR, a água acumulada na base da pilha comprometeria a segurança operacional da barragem, ao gerar pressão em um dos diques de Fundão.

O licenciamento todo é uma colcha de retalhos, cheio de inconsistências, omissões, e graves equívocos, que revelam uma ausência de política pública, voltada à proteção da sociedade”, afirma o promotor de justiça, Carlos Eduardo Ferreira Pinto, ao Fantástico.

Ainda há mais inconsistências e irresponsabilidades da Samarco no caso. Em depoimento a Polícia Federal, o engenheiro, Joaquim Pimenta de Ávila, afirmou que, um ano antes do desastre, em 15 de setembro de 2014, alertou a Samarco que havia trincas na base da construção, que a situação era grave, e que exigia providencias mais sérias do que as que a Samarco estava tomando. Em 2014, Ávila atuava como consultor da Samarco e vendo, que aquele princípio de ruptura poderia se tornar algo grave, recomendou que a barragem fosse observada diariamente usando um aparelho, chamado Piezômetro, que é mede o nível de água no solo.

Quando leio as matérias sobre essa horrível tragédia ambiental, ocorrida em Minas Gerais, ou vejo as imagens pela TV, fico me perguntando: Os responsáveis por ela serão punidos? Ou ficarão impunes como se seus atos irresponsáveis fosse sujeira que devesse ser empurrada para debaixo do tapete? O fato é que estamos fartos da impunidade que mancha a nossa bandeira, e nos enche de vergonha. É hora que punir a quem faz o mal, seja ele empresário, político, ou cidadão comum. Pois há até há bem pouco tempo era assim, — e ainda não deixou de ser de todo, apenas a prisão dos poderosos na Lava Jato, acena com a possibilidade de mudança — quem ia para a cadeia era apenas negro e pobre.

No caso de Mariana, houve um total desrespeito pela vida humana. Os empresários do ramo de mineração envolvidos pensaram apenas e tão somente nos seus lucros e deixaram a população a mercê da sorte. A tragédia ambiental — a maior do Brasil — deixou um saldo de 17 mortos, 2 desaparecidos, e um incalculável prejuízo a mãe natureza. E poderia ter sido pior, pior bem pior, se os moradores da região, não tivesse conseguir, às pressas, procurar abrigo em lugar mais alto.

Houve desleixo também do poder público ao deixar seguir em frente uma imitação de projeto de construção de barragem. Haveria alguém recebido dinheiro, “propina”, para deixar que um projeto cheio de falhas, prosseguisse? Pelo que temos visto com os desdobramentos da Operação Lava Jato, não é de se duvidar de que isso tenha ocorrido.

Será que esses aproveitadores, filhos da desonestidade, tem alguma consciência dentro de seus cérebros? Será que, ao deitar a cabeça no travesseiro, conseguem dormir tranquilo, ao refletir sobre as terríveis consequências que o seu egoísmo provoca?

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