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Dilma Rousseff assume, oficialmente, o comando do Brasil por mais quatro anos

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:06
Sábado, 03 de janeiro


No primeiro dia do ano de 2015, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, Dilma Rousseff, assumiu, oficialmente, na presença de autoridades brasileiras e estrangeiras, o segundo mandato à frente da Presidência do Brasil. Ela comandará o Brasil por mais quatro anos. 

Fazia muito calor na capital Federal, mesmo assim, cerca de 40 mil pessoas acompanharam a cerimônia de posse, segundo dados divulgados pela assessoria de comunicação da Polícia Militar do Distrito Federal. Essa multidão, formada por pessoas de Brasília e de várias partes do país, era, em sua maioria formada por servidores públicos, militantes do PT (Partido dos Trabalhadores), integrantes de centrais sindicais.

Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB), respectivamente, presidente e vice-presidente do Brasil, foram empossados no Congresso Nacional. Segundo a Polícia Militar, não houve confusões durante a festa, mas houve protestos contra a corrupção por parte de várias pessoas, mas nada que chegasse a atrapalhar a cerimônia de posse.

O discurso da presidente esteve recheado de erros e acertos. Um desses erros é dizer que o país não vive crises institucionais. “Nunca o Brasil viveu um período tão longo sem crises institucionais”. Ora, sabemos que faz algum tempo que o país vive mergulhado em escândalos de corrupção envolvendo políticos e servidores públicos de diversos escalões do governo, e também empresas públicas e privadas. Em relação aos recentes escândalos envolvendo a Petrobrás, a presidente disse: “Temos muitos motivos para preservar e defender a Petrobras de predadores internos e de seus inimigos externos”. Sinceramente, gostaria de saber a quem, especificamente, a presidente se referia. Quem são esses predadores internos e esses inimigos externos da Petrobrás? Isso ela não disse. 

Em relação ao lema para a continuação do governo petista, a presidente disse: “Gostaria de anunciar agora o novo lema do meu governo. Ele é simples, é direto e é mobilizador. Reflete com clareza qual será a nossa grande prioridade e sinaliza para qual setor deve convergir o esforço de todas as áreas do governo. Nosso lema será: BRASIL, PÁTRIA EDUCADORA”! Por Deus, como eu gostaria de acreditar nessas palavras, mas quando vejo professores mal remunerados, escolas sucateadas e um sistema de ensino público que, na maioria dos estados brasileiros, vai de mal a pior, penso que essas palavras são apenas palavras bonitas para enfeitar discurso presidencial, coisas de oratória e nada mais.

Um dos acertos que embasam o discurso da presidente reeleita é sobre o Marco Civil da Internet. “Em 2014, em um esforço conjunto com este Congresso Nacional, demos ao Brasil uma das legislações mais modernas do mundo na área da internet, o Marco Civil da Internet”, disse ela.

Abaixo, compartilho, matéria publicada no site do Uol notícias, que mostra algumas contradições no discurso de Dilma.

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Não é bem assim: veja as imprecisões do discurso de posse de Dilma

Márcio Padrão

Do UOL, em São Paulo

A presidente Dilma Rousseff (PT) tomou posse para o seu segundo mandato nesta quinta-feira (1) com um discurso com ênfase no reforço à educação e reiterou o combate à corrupção, conforme havia prometido desde o resultado das eleições, em outubro.

Como esperado, o discurso também recuperou algumas das realizações de seu primeiro governo em diversas áreas. No entanto, alguns dados expostos pela presidente não condizem exatamente com a realidade. Veja alguns deles.

Extrema pobreza

"Resgatamos 36 milhões da extrema pobreza e 22 milhões apenas em meu primeiro governo"

Esses números não são novos em discursos de Dilma; foram citados por ela na abertura da Copa do Mundo e na Assembleia da ONU, no ano passado. Estes números são referentes às pessoas atendidas pelos programas sociais dos 12 últimos anos de governos petistas, principalmente o Bolsa-Família. No entanto, reportagem da "Folha de S. Paulo" mostra dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que falam em apenas 8,4 milhões que deixaram de ser miseráveis entre 2002 e 2012.

Salário mínimo

"Nunca o salário mínimo e os demais salários se valorizaram por tanto tempo e com tanto vigor"

Atualmente o salário mínimo brasileiro vale R$ 724 e passará a R$ 788 a partir deste mês. Segundo dados do Ministério do Trabalho e IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o mínimo teve uma alta de 1.017% de 1994 a 2014. No mesmo período, o indicador oficial de inflação, o IPCA (Índice de preços ao Consumidor Amplo) subiu 362%. O resultado foi um aumento real de 142% no salário mínimo em 20 anos. Porém, o salário mínimo no país foi oficializado em 1934 e já valeu mais no governo de Juscelino Kubitschek; em 1959, valia 6.000 cruzeiros, o equivalente a R$ 1.521,08 com correção monetária do IGP-DI (índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna).

Minha Casa Minha Vida

"Com a terceira fase do Minha Casa, Minha Vida contrataremos mais 3 milhões de novas moradias, que se somam aos 2 milhões de moradias entregues até 2014 e às 1 milhão e 750 mil moradias que estão em construção e que serão entregues neste segundo mandato"

Segundo dados do próprio governo, as duas fases do programa habitacional do governo já entregaram, até o momento, apenas 1,72 milhão de casas populares --um "arredondamento" de cerca de 300 mil moradias-- e contrataram mais 1,7 milhão.

Desmatamento na Amazônia

"Investimos muito e em todo o país sem abdicar, um só momento, do nosso compromisso com a sustentabilidade ambiental (...) alcançamos, nos quatro anos de meu primeiro mandato, as quatro menores taxas de desmatamento da Amazônia"

De fato, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) aponta que nos quatro últimos anos do governo Dilma, os índices de desmatamento da Amazônia Legal foram os menores em quilômetros quadrados desde 2004: 6.418 km² em 2011, 4.571  km² em 2012, 5.891 km² em 2013 e 4.848 km² em 2014. Porém, em taxas relativas, houve um crescimento de 29% entre agosto de 2012 e julho de 2013 em relação ao mesmo período no ano anterior.

Internet

"O Brasil é hoje o 3º maior usuário de internet"

A informação estaria errada de acordo com duas fontes. O site Internet World Stats, que usa diversas informações, como a consultoria Nielsen e a União Internacional de Telecomunicações, coloca o Brasil em quarto lugar em número de usuários de internet. A China lidera, seguida de EUA e Índia. Já o Internet Live Stats, reconhecido pelo consórcio World Wide web (W3C), que define parâmetros para o uso da rede, lista o Brasil em quinto lugar, atrás de Japão, Índia, EUA e China.

PAC

"Desde 2007, foram duas edições do Programa de Aceleração do Crescimento - o PAC-1 e o PAC-2 -, que totalizaram cerca de R$ 1 trilhão e 600 bilhões em investimentos em milhares de kms de rodovias, ferrovias; em obras nos portos, nos terminais hidroviários e nos aeroportos"

O PAC 1 teve investimentos na ordem de R$ 503 bilhões, enquanto o PAC 2 já custou R$ 1,1 trilhão. No total, as duas fases do programa já totalizaram R$ 1,6 trilhão. No entanto, o governo considerou investimentos previstos, e ainda não realizados, em rodovias concedidas e o empréstimo privado em financiamento à compra da casa própria na conta de obras encerradas. Além disso, há obras do primeiro PAC --lançado pelo governo Lula-- que ainda estão sendo executadas.

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