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Um hino ao amor

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 16:26
 Segunda-feira, 29 de dezembro

Venho, nesta segunda-feira, vos brindar com um texto que encerra em si mesmo um belo e profundo discurso. É o conhecido capítulo 13, da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios. De que adianta você ser o melhor padre, o melhor pastor, o melhor médico, o melhor administrador, se em está ausente em seu coração o mais profundo dos sentimentos: O amor?

O próprio Paulo de Tarso é um exemplo de como um homem pode passar do ódio ao amor, das trevas à luz. O apostolo vivia perseguindo os cristãos, até que foi tocado pela mensagem de fé, e pelo vigor com que as antigas comunidades cristãs viviam o evangelho. É um trecho de uma carta escrita para os primeiros cristãos da comunidade de Corinto, mas que serve de parâmetro para toda e qualquer religião que tenha por base a paz, o amor e a caridade, e também para todos os homens que ainda conservam em seus corações o desejo de construir um mundo melhor.

***



Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e dos anjos,
Se eu não tivesse o amor,
seria como sino ruidoso
ou como címbalo estridente.
Ainda que eu tivesse o dom da profecia,
o conhecimento de todos os mistérios
e de toda a ciência;
ainda que eu tivesse toda a fé,
a ponto de transportar montanhas,
se não tivesse o amor,
eu não seria nada.

Ainda que eu distribuísse
todos os meus bens aos famintos,
ainda que entregasse
o meu corpo às chamas,
se não tivesse o amor,
nada disso me adiantaria.

O amor é paciente,
o amor é prestativo;
não é invejoso, não se ostenta,
não se incha de orgulho.
Nada faz de inconveniente,
não procura seu próprio interesse,
não se irrita, não guarda rancor.

Não se alegra com a injustiça,
mas se regozija com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará.

As profecias desaparecerão,
as línguas cessarão,
a ciência também desaparecerá.
Pois o nosso conhecimento é limitado;
limitada é também a nossa profecia.

Mas, quando vier a perfeição,
desaparecerá o que é limitado.
Quando eu era criança,
falava como criança,
pensava como criança,
raciocinava como criança.

Depois que me tornei adulto,
deixei o que era próprio de criança.
Agora vemos como em espelho
e de maneira confusa;
mas depois veremos face a face.
Agora o meu conhecimento é limitado,
mas depois conhecerei
como sou conhecido.

Agora, portanto, permanecem
estas três coisas:
a fé, a esperança e o amor.

A maior delas, porém, é o amor.

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