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Linda, loira, bem-sucedida... E bandida.

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:43
Domingo, 16 de novembro

As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio se irmanam na geleira das paixões
Os corações viram gelo e, depois, não há nada que os degele
Se a neve, cobrindo a pele, vai esfriando por dentro o ser
Não há mais forma de se aquecer,
Não há mais tempo de se esquentar
Não há mais nada pra se fazer,
Senão chorar sob o cobertor

(As aparências enganam – Autores: Sérgio Natureza e Tunai
Interpretação: Elis Regina)




Num mundo dominado pela imagem e marcado pela visibilidade, quem julga pelas aparências corre o risco de trazer o inimigo para dentro de casa e ainda lhe servir um belo jantar.

Marina Stresser  de Oliveira é uma dentista bem sucedida na cidade de Curitiba, no estado do Paraná. Uma linda jovem loira de 26 anos que conquista a todos pela sua seriedade e simpatia. Sabedora dos seus dotes e de suas qualidades a jovem usa as redes sociais como espelho para exibir a própria beleza e, ao mesmo tempo, deixar os outros encantados com tanta beleza e sensualidade.

Marina mostra grande sensibilidade com a causa animal e, com essa atitude conquista ainda mais o carinho e a simpatia dos vizinhos. Sensibilizada com a situação de abandono em que se encontrava um cão de rua paraplégico, resolveu adotá-lo, demonstrando, publicamente, mais uma vez, seu amor para com os animais.

Não contente apenas em adotar animais, resolveu criar uma ONG dedicada a eles. Aos sábados organizava um bazar no qual eram vendidos roupas e acessórios usados. A quantia obtida nas vendas do bazar era toda revertida em benefício de animais “sem teto”. O bazar era montado na mesma galeria onde a dentista mantinha a clinica, no bairro Xaxim, região sul da cidade.

Nas redes sociais a jovem se declarava temente a Deus. Quando estava na faculdade não admitia a menor possibilidade de transgressão. Ficava irritada com as amigas quando estas falavam em praticar alguma transgressão, mesmo que fossem coisas pequenas, sem maiores consequências.

A família, os vizinhos, pacientes e amigos de Marina ficaram atônitos ao ver sua imagem estampada na terça-feira (11), nas páginas policiais. Marina foi presa em flagrante pelos policias Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), na cidade de Curitiba.

As investigações que culminaram na prisão da dentista começaram há cerca de quatro meses, a partir de denúncias anônimas. As denuncias davam conta de que a dentista usa o consultório como ponto de distribuição de drogas e transporte de armas, e que era auxiliada nessa tarefa por um homem chamado Roni.

Baseado nessas informações, os policiais do Denarc de Curitiba descobriram que o homem se chamava Ronaldo de Souza Araújo, 25, e que, na tarde de terça-feira (11), ele faria a entrega de mais uma arma no consultório da dentista. Os policiais ficaram de tocaia no local. Roni chegou e estacionou um Renault Megane na garagem de prédio. Marina, foi buscar a encomenda, como sempre fazia. No momento em que ela recebia a arma das mãos de Roni, os policiais lhe deram voz de prisão. Em revista ao automóvel, encontraram uma espingarda calibre 12 no porta-malas e uma pistola 9 milímetros, cheia de munição, que estava escondida atrás do banco do passageiro.

Em seguida os policias subiram ao consultório e, em revista, encontraram 30 balas de fuzil. Após revistarem o consultório, a polícia seguiu para a casa da dentista, localizada no mesmo bairro classe média, em que ficava o consultório. Na casa da dentista foram apreendidas uma submetralhadora 9 mm, carregador com munições de 9 mm, dois quilos de maconha, um quilo e trezentas gramas de crack, e uma balança.

A polícia já havia apurado que Marina possuía um imóvel em um bairro da periferia de Curitiba que servia como ponto de armazenamento de armas e drogas. Nesse imóvel foram apreendidos treze quilos e meio de maconha, uma balança e quatro balas de calibre 38.

A polícia autuou Marina por tráfico de drogas e porte ilegal de armas de uso restrito. Ronaldo de Souza Araújo, o Roni, foi autuado por porte ilegal de armas. A delegada, responsável pelo caso, Camila Ceconello, disse que no momento da prisão, a dentista demonstrou bastante frieza. A dentista também foi irônica no momento da apresentação à imprensa:

Repórter: O que dizer aos seus pacientes agora?

Dentista: Agenda só ano que vem.

A dona de uma floricultura, que funciona na mesma galeria que o consultório, disse que ficou chocada ao ver uma pessoa tão amorosa com os animais, agir de maneira tão fria.


As investigações apontam ainda que a dentista possuía ligações com criminosos que comandam o tráfico de dentro das cadeias. Um desses elos, pode ser o marido dela, preso há um ano e meio pelo crime de tráfico de drogas. Segundo a delegada, a dentista, acusada de chefiar uma quadrilha de tráfico de drogas, já havia feito curso de tiro e sabia manusear muito bem uma arma "Ela tinha bastante intimidade com as armas e sabia manuseá-las bem", disse Camila Ceconello.

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