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Uma marcha histórica pela saúde do planeta

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:04
Segunda-feira, 22 de setembro



“Durante anos a fio os homens têm destruído minhas matas. Acabam sem critérios com belos tapetes verdes, os quais, levei tanto tempo, caprichosamente, desenhando-os. Cuidei com tanto carinho das enormes e centenárias árvores que enfeitam as florestas, parques e jardins e choro ao vê-las sendo tratadas com tamanho desprezo. Foram tantos os alertas e não cuidaram de evitar os danos ao meu escudo, chamado camada de ozônio, que cobre toda a superfície terrestre. Será que os homens não sabem que é com esse escudo que eu os protejo dos raios nocivos advindos do sol? Respondam-me sinceramente: O que pode fazer um guerreiro sem o seu escudo? Não estaria ele sujeito a que qualquer flecha à toa lhe atingisse o coração. Ò homens insensatos, não sabeis que, destruindo meu valioso escudo, me deixais vulneráveis para defender a vós próprios dos perigosos raios ultravioletas? Será que não percebem que, me destruindo, estão pondo em perigo toda a espécie humana? Se não acordarem a tempo, vereis minguar a água, líquido tão caro a vossa sobrevivência, assim como também sofrerás com a escassez do alimento que nutre teu corpo. Vereis também a extinção das matas que trazem frescor e equilíbrio ao vosso habitat. Morrerão também milhares de cadeias biológicas e, por fim, morrerás vós próprio. E não adianta colocar a culpa em Deus ou em mim mesmo. Vós mesmos tereis sido os culpados de vossa própria destruição”.

Se o planeta pudesse falar faria esse desabafo e muito mais. Sabemos que está mais do que na hora de uma tomada de consciência. E, graças a Deus, ela está ocorrendo.

Nesta terça-feira, 23 de setembro, a ONU realiza, em Nova York, a Cúpula do Clima. O evento servirá como uma espécie de vitrine para as ações positivas realizadas pelos países para deter o aquecimento global em menos de 2 graus Celsius, dentre outros objetivos. Mais de 100 chefes de Estado são esperados para os debates. Esperamos que esse encontro histórico, avance no sentido de propostas e ações concretas. Não basta apenas acordos modestos, que beiram à mediocridade. Nosso sufocado planeta precisa com urgência de ações que o façam respirar. Nós, humanos, precisamos enxergar um horizonte onde brilhe um sol em harmonia com nossas esperanças, afastando de vez, as nuvens sombrias pintadas pelos estudiosos do clima.

A prova de que estamos tomando consciência que o planeta está por um fio, foi a grande manifestação que reuniu milhares de pessoas em todo o mundo, neste domingo (21), em prol das causas ambientais.

Abaixo, compartilho matéria publicada no site rfi português, falando a respeito dessas manifestações, que tiveram como ponto central, a cidade de Nova York.

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Marchas contra as mudanças climáticas reúnem milhares de pessoas em todo o mundo

Manifestações a favor da luta contra as mudanças climáticas reuniram milhares de pessoas em vários países do mundo, neste domingo (21). A maior marcha aconteceu em Nova York, com a participação de mais de 300 mil pessoas, segundo os organizadores. A cidade vai sediar na próxima terça-feira (23) a Cúpula do Clima, organizada pela ONU. Em Paris, a mobilização contra as mudanças climáticas reuniu mais de cinco mil pessoas.

Luisa Leme, correspondente da RFI em Nova York

O domingo nublado e abafado em Nova York foi cenário apropriado para se falar de aquecimento global. A Mobilização Climática dos Povos, uma marcha organizada na cidade e em outros 150 países para chamar atenção de líderes internacionais durante a semana da Conferência do Clima nas Nações Unidas, está sendo considerada o maior protesto sobre meio ambiente da história.

O movimento 350, que uniu vários setores da sociedade civil, grupos indígenas e ativistas, esperava a participação de mais de 100 mil pessoas na marcha pelo lado Oeste de Manhattan, neste domingo (21). O objetivo era superar a marca de 40 mil pessoas do maior protesto sobre o clima nos Estados Unidos que aconteceu em fevereiro de 2013 em Washington DC. Mas os 26 quarteirões reservados pela polícia de Nova York para a concentração não foram suficientes: mais de uma hora após o começo da manifestação, grupos ainda esperavam para começar a caminhar.

A organização estima que mais de 310 mil pessoas desfilaram pelas ruas da cidade para pedir medidas drásticas dos líderes internacionais em relação ao meio ambiente. Orientações aos participantes chegaram via mensagem de texto e pediram para as pessoas que ainda marchavam por volta das três horas da tarde para se dispersarem mesmo antes de chegarem ao destino final do protesto, na esquina da rua 42 com a 11ª Avenida.

A marcha foi diversa, com grupos que viajaram dos 50 estados americanos e pessoas de várias idades, nacionalidades e afiliações políticas. Políticos e personalidades como o ex-presidente americano Al Gore e o ator Leonardo di Caprio se juntaram à população.

Manifestações nos quatro cantos do mundo

A marcha contou com mais de 2600 eventos de apoio em 156 países, se multiplicando em cidades como Londres (40 mil pessoas), Roma, Rio de Janeiro, e Melbourne, na Austrália (30 mil pessoas, segundo o movimento 350). A organização Avaaz também informou que mais de 2 milhões de pessoas em todo o mundo assinaram uma petição pedindo aos líderes que se encontram na ONU na terça-feira tomem ações ousadas em relação ao clima.


Às 12 horas e 58 minutos no horário de Nova York (13h58 em Brasília), os manifestantes fizeram um momento de silêncio pelas vítimas do aquecimento global ao redor do mundo, seguido de um grande barulho de bandas, tambores, cornetas, palmas, e apitos de celulares - para chamar atenção para a crise climática. A mensagem do evento foi diversa, mas participantes focaram em medidas drásticas que países podem tomar em relação à crise climática, com o tema “Ações, não Palavras”.

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