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Um horizonte de palavras, formado com o mosaico das ideias

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 19:21
Terça-feira, 29 de julho
O meu desejo é profundo demais pra expor
E o que eu penso é difícil de alguém aceitar
A vida segue e os dias não são tão iguais 
Cade a vida que não conseguimos notar?
Onde mora a verdade? / Onde mora o amor?
Onde vive a liberdade? / Diz qual é seu sabor
Você anda pelas ruas / sem respostas enfim
Mas a fé que eu tenho em Deus 
Me faz ver o que sou, nunca fugir de mim

(Cotidiano – Compositor: Kim/Julio
Interpretação: Grupo Catedral)



Em meio à invasão das nações unidas em torno do futebol, no Brasil, durante o período de 12 de junho a 13 de julho deste ano, esteve blog fez aniversário. Foi no dia 06 de julho.

Já ouviram o ditado popular que diz “Desta água não beberei”? Foi mais ou menos o que aconteceu comigo. Não gostava muito da denominação para esse novo modo de fazer notícia, possibilitada com o crescimento da internet, chamada blog. Soava-me estranho tanto a nomenclatura como o próprio universo dos blogs. Em 2010, comecei a escrever uns textos como colaborador para o blog do amigo Eliel Silva. Eliel mora em Ceará-Mirim, cidade que muito amo, e que fica no Estado do Rio Grande do Norte. Escrevi como colaborador para o rec2010.blogspot.com, entre 2010 e 2012, mas não havia aquele compromisso de ter que escrever sempre, no máximo, escrevia um texto por mês.

Algumas pessoas começaram a ler esses textos e me falavam: “Porque você não monta um blog seu mesmo”? Eu desconversava, dava respostas evasivas e fugia do assunto. Na verdade, eu achava que não era capaz de alimentar um blog. “Onde vou arranjar assunto para escrever toda semana”. “Já tenho muitas atividades e não teria tempo de escrever um blog”. “Não tenho inspiração para escrever com tanta frequência” Eram essas questões que me passavam pela cabeça quando alguém falava que eu devia ter o meu próprio blog.

Veio à Copa das Confederações, realizada aqui no Brasil, entre os dias 15 e 30 de junho de 2013. Foi bom ver tanta gente reunida em torno de um evento esportivo. O Brasil apresentava um bom futebol, a ponto de ser ser o melhor da competição e merecer o título de campeão ao final do torneio.

Mas, junto com a Copa das Confederações, explodiu também no coração do povo brasileiro, o desejo de reivindicar sua plena condição de cidadãos que pagam taxas de impostos altíssimas e que não vêem o retorno desse dinheiro em melhores escolas, melhores hospitais, uma segurança pública eficiente. Foi bonito ver o povo sair às ruas clamando por mais igualdade e mais justiça social. Foi feio ver entre aquela multidão que, de fato, queria passar o Brasil à limpo, mas de uma forma pacífica, sem quebra e sem pancadaria, um bando de gente de cara coberta, destruindo tudo que via pela frente, como se fossem uns irracionais e incitando muitos à violência, como fazem os lobos em pele de cordeiro.

Enquanto seguia pelas ruas acompanhando às manifestações pacíficas — que inevitavelmente, acabavam em guerra entre baderneiros e policiais, sobrando bomba de efeito moral e gás lacrimogênio para quem queria apenas mudanças sociais e não-violência — senti falta de ter espaço onde pudesse registrar aqueles momentos históricos.

Foi aí que resolvi, de fato, ter um espaço onde pudesse colocar minhas idéias, dividi-las com outras pessoas e, juntos, formamos um caldeirão de novas ideas. Assim surgiu esse blog. Minha primeira postagem foi no dia 06 de julho de 2013.

Depois que comecei a escrever, fui descobrindo que o ato de escrever á algo mais parecido com vício do que com um hábito. Com a vantagem de ser um “vício” que te faz crescer, ao invés de decrescer. Tem vezes que, diante da correria do dia-a-dia, falo para mim mesmo: “Hoje, não vou escrever nada”. Mas quem disse que consigo cumprir a promessa? Quando me dou por conta, já estou em frente ao computador, dando vazão às teimosas palavras que insistem em ser escritas.

E assim vou prosseguindo nessa estrada de palavras e ideias junto com os leitores que acompanham esse blog.

Comecei a pensar hoje que poderia escrever mais um texto, sobre o maior mistério da aviação: O voo MH370, da Malaysia Airlines. Esse voo é um verdadeiro quebra-cabeças, daqueles bem difíceis de montar. Penso até, que ele nunca venha a ser montado, uma vez que, para se montar um quebra-cabeças, é necessário que todas as peças estejam ao seu alcance. No caso do voo MH370, as caixas-pretas, peças importantes, para que se possa montar esse quebra-cabeças, podem nunca ser encontradas. Á propósito, costumo comparar o ato de escrever com o ato de montar um quebra-cabeças. Há muitos fatos e ideias soltos e é necessário fazer delas um todo coeso, coerente. Porém, enquanto esse texto não fica pronto, falo-vos de falta de civilidade de algumas pessoas, poucas pessoas, mas que deixam uma imagem negativa para muitos.

Todos vimos as imagens dos estádios da Copa do Mundo, repletos de torcedores. Era bonito de ser ver, ali naquele espaço dedicado a bola de futebol e a alegria do esporte saudável, homens, mulheres, crianças, anciões, torcendo, divertindo-se. Todo mundo, lado a lado, torcendo para suas equipes, em perfeita harmonia. A Copa do Mundo chegou ao fim e, infelizmente, para muitos, a civilidade também. 

Na estádio Arena Corinthians, foi realizado neste domingo (27) o primeiro clássico no estádio recém inaugurado, e ele aconteceu entre duas grandes equipes do futebol brasileiro: Corinthians e Palmeiras. A partida era considerada de alto risco para a polícia. Os policiais temiam que ocorressem confrontos entre as torcidas organizadas, dentro e fora dos estádios.

Dias antes do jogo, houve uma reunião entre os líderes de torcidas organizadas para preparar o esquema de segurança. Uma torcida não poderia, em hipótese alguma, cruzar, com a outra. Para começar, essa reunião, por si só, já é ridícula. Ao que saiba, durante a Copa, não se fez nenhuma reunião para evitar o confronto entre torcidas rivais. Pelo que sei, as pessoas querem ir aos estádios para se divertir e não para se digladiarem. Elas querem ver um bom futebol e não saírem de lá com medo de sofrer qualquer especie de violência, ou atentado. Querem vestir a camisa do clube com orgulho e não com medo de serem perseguidas. É o que penso.

Um forte esquema de segurança foi armado e, só a polícia militar, destacou 500 PMs para trabalhar no clássico. Foram colocados divisórias com placas de metal, até mesmo para evitar o contato visual entre os torcedores. As torcidas foram, obviamente, divididas, cada qual no seu quadrado.

Enfim, depois de toda essa parafernália, o jogo foi realizado. Não se teve notícias de confrontos entre as torcidas. Mas… Sempre tem um porém… Os dois times fizeram um belo espetáculo dentro de campo e o Corinthias saiu vitorioso da partida com um saldo de dois gols.


Alguns palmeirenses — que não sabem que, em uma partida de futebol, um tem que ganhar e outro tem que perder, no máximo empatar, essa é a graça do espetáculo — o setor no qual estavam sentados os palmeirenses teve diversas cadeiras quebradas. Como o Corinthias já havia avisado antes que qualquer prejuízo seria pago pelo Palmeiras, os dirigentes palmeirenses já se preparam para por a mão no bolso e pagar o prejuízo. Os “espertos” torcedores palmeirenses, além de mostrarem uma atitude antidesportiva, ainda deram prejuízo ao próprio time.

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Es extraordinario este blog. Gracias, y el artículo sobre el horizonte es el mejor.

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