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PT joga para longe a bomba chamada Luiz Moura

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 19:52
 Quinta-feira, 31 de julho



O deputado Luiz Moura, acusado de envolvimento com o crime organizado, passou a ser “persona non grata” nos quadros do partido dos trabalhadores. O partido que já o havia suspendido por sessenta dias no início de junho, resolveu expulsá-lo da legenda.

A Executiva Estadual do PT de São Paulo, reuniu-se nesta manhã e, por unanimidade resolveu expulsar Luiz Moura. A decisão tomada hoje pela Executiva ainda deverá ser confirmada pelo Diretorio Estadual, em reunião a ser realizada na sexta-feira, dia 01 de agosto. É pouco provável que o Diretório vá de encontro a decisão tomada na manhã de hoje pelos membros da Executiva.

O relatório apresentado na manhã de hoje pelos membros da Executiva baseou-se, em investigação criminal pela polícia de São Paulo que investiga um possível envolvimento do parlamento com a organização criminosa PCC.  Em março, ele foi flagrado participado de uma reunião de perueiros e cobradores, na qual também estavam integrantes do PCC. Os membros do PT também levaram em conta a atitude tomada pelo deputado de apresentar recurso á justiça com a finalidade anular a convenção partidaria na qual foi defenida os candidatos do partido para as eleições de outubro, indo de econtro à direção tomada pelo partido.  

Por causa da punição, Luiz Moura ficou sem legenda, mas através de uma liminar judicial, consegiu que seu nome estivesse entre os candidatos que concorrerão às eleições em outubro.

O fato é que, mesmo estando apenas na condição de investigado, Moura já provocou graves danos à imagem do partido.

O parlamentar poderia ter comparecido à reunião de hoje da Executiva Estadual, mas preferiu ficar ausente. Se tivesse ido, ele poderia apresentar sua defesa e seria-lhe facultado apresentar até oito testemunhas. Moura alega que não foi convocado para a reunião, enquanto os petistas afirmam o contrário. O deputado alega ainda que não lhe possibiliaram apresentar amplo direito de defesa, ao contrário do que afirma o presidente do PT paulista, Emídio de Souza. Segundo Emílio o deputado foi ouvido em todas as instãncias do partido.

"Não somos o judiciário, não somos a polícia. Temos o direito e o dever de decidir e fiscalizar quem faz parte do nosso partido e quem o partido lança como candidato", disse Emídio. "A conduta de Luiz Moura foi muito prejudicial ao partido, arranhou a imagem", disse ele, justificando o motivo do afastamento.  Foi dada toda, toda a chance de defesa. Ele não compareceu hoje, não mandou documentos, não mandou testemunhas", completou Emídio.

Para João de Oliveira, advogado do parlamentar, dentro do PT há pessoas condenadas a qual não foram dadas o mesmo tratamento que foi dado ao seu cliente. Isso é verdade, mas João Oliveira, se esquece que estamos às vesperas de uma eleição e qualquer fato que arranhe a imagem do partido deve ser logo afastada.

É óbvio que o advogado vai entrar com recurso tentando anular a expulsão de Moura. O recurso poderá ser apresentado na Diretório Nacional do partido, ou mesmo, na justiça comum. "Vamos primeiro tomar ciência das razões da expulsão e depois decidir que recurso será apresentado. Foi uma decisão ilegal, arbitrária e antidemocrática do partido e que afronta seu próprio estatuto", afimou Oliveira.


No caso da expulsão de Moura se confirmar ele não poderá concorrer à reeleição, uma vez que ficará sem legenda, no entanto ele poderá recorrer à justiça e tentar mais liminar. Tudo é possível. 

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