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Anjos da guarda: Eles existem e tem muito trabalho a fazer

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:42
Sexta-feira, 18 de julho

Santo Anjo do Senhor,
meu zeloso guardador,
se a ti me confiou a piedade divina,
sempre me rege, me guarda,
me governa e ilumina.
Amem”.

(Oração ao anjo da guarda)



Alados, iluminados, invisíveis. Quem são eles? De onde eles vêm? Onde eles vivem? De que matérias são feitos? Tantas perguntas, não? Anjos da guarda, são o nome deles. Ah, eu não acredito, diz você. Não tem importância. Para eles não tem importa se você acredita ou não, eles vão estar do teu lado do mesmo jeito. Afinal, a eles foi dada por missão, te proteger. Isso é uma tarefa que eles assumem com muita honra e dignidade.

Ah, como damos trabalho para eles de vez em quando. Esses seres mágicos tem que fazer tantas peripécias para nos proteger. Olha, vou te falar: Tem anjos da guarda que são verdadeiros heróis por nos livrar das enrascadas em que nos envolvemos. Mesmo assim, eles cumprem a missão com grande paciência e resignação. Lembra-se das vezes nas quais, em momentos de grande perigo ou aflição, você foi ao fundo do poço ou à beira do abismo e foi salvo. Lembra-se de quando pôs as mãos na cabeça, suspirou e disse: “Ufa, foi por pouco”! Pois bem, nessa hora ele estava lá e estendeu a mão que te livrou do perigo.

Essa força invisível vem de terras distantes, ou seria melhor dizer, de galáxias distantes. Não conclua, entretanto que são extraterrestres. Não quis dizer isso, de modo algum. Até porque, os ETs moram longe e vem nos visitar de vez em quando. Bem, pelo menos é isso que dizem os ufólogos, mas isso é outra história. Os anjos da guarda, não, estão sempre perto de nós. Ás vezes, eles se manifestam na forma de pessoas, como quando dizemos: “Você foi um anjo na minha vida” ou “Você é um anjo na minha vida”. Às vezes, pessoas muito distantes de nossa realidade, nos fazem um bem tão grande, que nem os mesmo os mais próximos fazem igual.

Na grande maioria das vezes, eles agem em sua forma predileta o invisível. Tivemos notícias dessas duas manifestações esta semana.

O primeiro é desses casos em que anjos se manifestam em forma de pessoas.



Uma delas nos foi mostrado através do Fantástico e conta a história de Sumba, um jovem africano, filho único, órfão de pai. O jovem, que vive em Guiné-Bissau, um dos países mais pobres do mundo e que não dispões de quase nenhum recurso na área da saúde, era portador de uma grave doença e estava condenado à morte, não fosse a providencial ajuda de um médico brasileiro. Muito mais que um médico, o brasileiro agiu como um ser humano, estreitando mais ainda essa relação, diria ainda que o médico brasileiro colocou-se na condição de pai do jovem africano... Ou que será que deveria dizer, um anjo?

Ivan Vargas trabalhava como médico clínico, voluntário em uma missão humanitária naquele país, quando conheceu Sumba. O garoto tinha um enorme tumor no rosto que o fez perder a visão do olho esquerdo. Em uma rápida análise, Ivan percebeu que o caso era muito grave e que o jovem morreria se não fosse tratado a tempo. Vieram os problemas: A realidade africana não lhe permitia tratar, nem diagnosticar o caso ali mesmo. Naquele lugar o medico não poderia fazer nada. Não porque não quisesse, mas porque não tinha condições médicas e clínicas á altura daquele problema.

O que fazer? Trazer o garoto para o Brasil era a única solução possível. Pediu a certidão de nascimento do jovem para providenciar a viagem do garoto. A família não tinha esse documento. Como não se pode parar os ponteiros do relógio, o jeito que tinha era correr contra o tempo, ao mesmo tempo, correndo para providenciar a documentação. Enquanto isso, o tumor crescia e se tornava mais e mais ameaçador.

Todos esses problemas foram, finalmente, resolvidos, seis meses depois. Em novembro do ano passado, Sumba desembarcou em São Paulo. Ficou maravilhado com o novo. Crescido em aldeia africana, distante de qualquer modernidade, tudo para ele se apresentava como novidade: os altos prédios, os carros, os engarrafamentos, as ruas abarrotadas de gente.

Em janeiro, Sumba foi operado no Hospital das Clinicas. O caso era tão grave que, primeiro, os médicos tiveram de fazer uma cirurgia para reduzir o tumor e torná-lo mais fácil de tratar. O diagnóstico foi um tipo muito agressivo de câncer. Era preciso iniciar urgente uma quimioterapia.

Hoje, Sumba está bem. Porém ainda têm intensos seis meses de tratamento, até que se tenha a total certeza de que o inimigo foi, de fato, vencido. Quando digo, que Ivan agiu como pai do garoto, é porque só um pai faria o que ele fez. Como não tinha onde acomodar o jovem e também por saber que ele precisava de um acompanhamento especial, Ivan conversou com a esposa e, em comum acordo, trouxeram Simba para morar com eles. Hoje, o africano divide o quarto com os filhos do casal, Daniel e Ana.

A harmonia entre o médico, a esposa, os filhos e o jovem africano é tão intensa e tão família, que eles próprios já fazem entre si uma preparação psicológica para quando o rapaz retornar ao seu país de origem, que é o que ele realmente deseja. Quando essa partida sentida acontecer, Ivan, certamente, terá mudado a vida de Sumba, mas Sumba, certamente, terá mudado a vida de Ivan. Assim é: depois que um anjo passa em nossas vidas, jamais seremos os mesmos, pois teremos mudado para melhor.



No segundo caso, os anjos preferiram agir a partir do invisível, pois talvez, essa fosse a melhor solução.

Era por volta das cinco horas da tarde de domingo (13), quando Elaine Ferreira, 37 anos, colocou o filho de quatro anos, em um veículo de modelo Ford Ka, e seguiu da cidade de Formiga, em Minas Gerais, onde morava a mãe dela, e seguiu para Córrego Fundo, onde morava e distante cerca de 20 km dali.  Antes de partir, porém, teve o cuidado de acomodar o filho na cadeirinha de bebe.

Na estrada, a motorista perdeu o controle do veículo e o carro capotou três vezes e caiu em uma ribanceira de 10 m de profundidade. Como o local era coberto por um intenso matagal, ninguém percebeu que o carro havia caído no barranco. Faz muito frio naquela região e, naquela noite estava ainda muito mais frio do que de costume.  A temperatura pode ter oscilado entre cinco e sete graus. Assim, veio à noite, o frio, a solidão e um carro capotado no meio do matagal com uma mulher e uma criança de quatro anos dentro.

Por volta das sete horas da manhã, funcionários de uma empresa de cal faziam trabalhos no local e encontraram o veículo. Elaine, não resistiu aos ferimentos e morrera no local, provavelmente, logo após o acidente. O filho dela estava sentado na cadeirinha de bebe. Ele havia sofrido um ferimento leve, um corte na testa. Ao ser encontrado, estava, obviamente, abalado, com a situação, mas estava bem. O menino foi levado ao hospital pelo corpo de bombeiros, ficou em observação por algumas horas e no início da noite do mesmo dia, foi liberado pelos médicos. Até aí tudo bem. Uma situação normal de salvamento.

O que chamou a atenção da equipe de resgate, é que, ao ser resgatado, o menino pedia insistentemente, que salvassem também os irmãozinhos dele. Os bombeiros voltaram novamente a uma busca mais detalhada, porém, não encontram mais ninguém no local. Ao ser indagado, o pai do menino disse que ele era filho único.

No hospital, o menino insistiu com as enfermeiras que queria os irmãozinhos perto dele, e ainda por cima citou nomes para os dois: João Gabriel e Jonathan. Ao chegar em casa, junto com os avós, também fez o mesmo pedido. Um menino de apenas quatro ano, tendo passado cerca de 12 horas, sem comer e sem beber. Exposto a baixas temperaturas usando apenas um agasalho leve. Amarrado a uma cadeirinha de bebe e tendo a mãe morta o lado. Nem é preciso dizer mais algo a respeito dessa história, não é mesmo?

Com 21 anos de policia militar. 17 na polícia rodoviária. Sempre trabalhando na área de trânsito. Eu acredito, não só em milagres, com certeza, alguém ajudou essa criança”, disse o policial rodoviário, Ênio Alberto Resende, que foi o primeiro a chegar ao local do acidente.



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