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Perigo nos céus de Brasília

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:15
Segunda-feira, 31 de março


Imagem: http://www.spotterjpanoar.com

O que é espírito de liderança?

Não pretendo discorrer sobre essa questão. Ela foi respondida, na prática, por Eduardo Verli, 45 anos, comandante de uma aeronave Fokker 100 de fabricação holandesa, durante uma situação de perigo extremo. Eduardo era instrutor de voo e há sete anos é piloto de aviação comercial.

Na noite de sexta-feira, (28), o Fokker 100 decolou do Aeroporto Senador Nilo Coelho, na cidade de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, com destino a Belo Horizonte, com conexão no Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, Distrito Federal. A bordo estavam 44 passageiros e cinco tripulantes.

O voo acontecia normalmente e as condições de tempo eram boas. Na metade da viagem problemas começaram a ocorrer. Um defeito no circuito hidráulico número 1, impediu que o trem de pouso dianteiro, mesmo baixado, permanecesse travado. O piloto e o copiloto perceberam o defeito enquanto o avião ainda estava em voo. Eles tentaram resolver o problema, porém, não obtiveram sucesso.

Foi quando o comandante Eduardo Verli, entrou em cena. Com uma calma e profissionalismo impressionantes, relata o problema à torre de controle de Brasília, diz que vai declarar emergência e pede apoio em solo:

Não obtivemos sucesso, ainda temos a informação do trem de nariz ainda que não baixado e travado. A partir de agora, a gente declara emergência. A gente ainda tem ainda aproximadamente mais 17, 18 minutos de combustível. Eu não quero assustar os passageiros com passagem baixa, vou prosseguir, solicito apoio de solo, bombeiros e ambulância”.

Após realizar os contatos com a torre de controle, era hora de conversar com os passageiros, e ele o fez com a mesma tranquilidade com que se comunicou com os controladores de voo. Aos passageiros, ele disse que eles teriam um pequeno problema na descida, devido ao fato de que o trem de pouso dianteiro não havia fechado e, por esse motivo, ele não conseguiria fazer a curva quando o avião aterrissasse. Era possível também que, após a aterrissar, eles fossem rebocados até a base de desembarque. Quando o avião já sobrevoava a cidade de Brasília, o comandante se dirigiu novamente aos passageiros e lhes disse que sobrevoariam a capital federal por mais algum tempo, até que todo o combustível estivesse esgotado. A aterrissagem forçada tinha a finalidade de evitar o risco de explosão com o combustível que ainda restaria no tanque. O atrito do avião com o solo poderia provocar faíscas e estas poderiam provocar uma explosão.

Foram 1h e 40min de voo pelos céus da cidade de Brasília. Em uma situação de alto risco, a maioria dos passageiros permaneceu tranquila, como se estivesse fazendo um sobrevoo turístico por sobre a capital federal. Claro, algumas pessoas ficaram nervosas, porém, não aterrorizadas.

O trabalho dos comissários de bordo também foi de fundamental importância. Eles pediram aos passageiros que não fizessem alarde da situação, não fizessem ligações de seus celulares para nenhuma equipe de reportagem. Eles deram aos passageiros toda a assistência necessária e lhes passaram tranquilidade. Enquanto isso, em solo, o apoio em solo para a aterrissagem estava sendo preparada.

Imagem: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-03/aviao-realiza-pouso-de-emergencia-em-brasilia

Quando o avião, finalmente, veio para pouso na cabeceira 11 da direita, uma das pistas mais longas e modernas dos aeroportos brasileiros, os bombeiros já haviam preparado a pista com espuma para evitar que o atrito do metal da aeronave com o solo provocasse um incêndio e, consequentemente, uma explosão. Em uma manobra eficiente, o piloto fez com que o avião tocasse o solo somente com as rodas do trem principal, localizada junto ás asas. Isso segurou o nariz da aeronave no alto, até que ela perdesse velocidade e baixasse completamente. O avião, que pesa 24 toneladas, ficou bastante danificado, porém, nenhum passageiro sofreu qualquer ferimento. Após o pouso de emergência, todos seguiram seus destinos normalmente: 14 ficaram em Brasília, 20 seguiram viagem com destino a outras cidades e 9 adultos e 1 criança ficaram acomodados em hotéis de Brasília.

Após o susto o comandante dirigiu-se, novamente, aos passageiros. Ele perguntou:

_ Vocês estão bem?!

Os passageiros o olharam como se estivessem voltando de um passeio. Ao ver a tranquilidade estampada no rosto dos passageiros, o comandante pensou: “Fiz um bom trabalho”.

Então, a atitude louvável do comandante Eduardo Verli, responde ou não a questão inicial?

Falando em acidente de avião, na Malásia ainda não se tem notícias dos destroços do avião, nem de sua localização, a cada dia surgem versões do fato, mas até agora, nada foi encontrado. Só tem notícias de que foram encontrados objetos que podem ser do Boing 777-200. Parentes chineses dos passageiros do voo cobraram mais transparência do governo da Malásia a respeito do que aconteceu com o voo.



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As aventuras e reflexões de Raul Seixas na cidade das estrelas

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:46
Sexta-feira, 28 de março


Eu prefiro ser / Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Sobre o que é o amor / Sobre o que eu nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela  /Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio / Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor / Lhe tenho horror
Lhe faço amor  / Eu sou um ator
É chato chegar / A um objetivo num instante
Eu quero viver  / Nessa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.


(Trecho da  letra da música “Metamorfose ambulante”, de Raul Seixas)

Raul Seixas e Paulo Coelho, uma das parcerias mais famosas da Música Popular Brasileira

Maluco beleza, irreverente, contestador, metamorfose ambulante, Raul Seixas era um homem à frente de seu tempo. Cantor e compositor, um pioneiro do rock no Brasil. Com o, hoje famoso escritor, Paulo Coelho, escreveu músicas de cunho filosófico, e que se tornaram clássicos da MPB, como Eu nasci há dez mil anos atrás, Sociedade Alternativa,  Medo da Chuva, Tente Outra Vez, Gita, Al Capone, só para citar algumas.  Em 1974, quando Paulo Coelho e Raul Seixas criaram a Sociedade Alternativa, o Brasil vivia tempos de ditadura militar e o universo artístico era fortemente censurado. A música, Sociedade Alternativa, apresentava um novo modelo de sociedade e os militares logo pensaram que se tratava de ato de rebeldia contra o governo. Raul e Paulo foram torturados e exilados nos Estados Unidos. Por ironia, outras canções os trouxeram novamente a terra natal. O Albúm, Gita, gravado poucos meses antes do exilio, começou a fazer um sucesso tão grande, que os militares foram forçados a trazer os dois ao Brasil.

O roqueiro baiano passou pela terra como um cometa brilhante. Deixou um legado que até hoje é preservado pelos seus admiradores e fã-clubes espalhados por todo o Brasil. Nesse texto, escrito em primeira pessoa, deixo Raul se dizer. Em algum ponto, aquele que conhece seu pensamento e sua obra poderá questionar: “mas Raul não pensava assim”. E a metamorfose ambulante? E o estar aberto a conceitos novos? No mais, é um texto afinado com o pensamento de Raul e com muitas alusões à sua obra.

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Imagem: http://rollingstone.uol.com.br/blog/musica-popular-brasileira/raul-seixas-nascia-ha-67-anos-atras

Meu nome é Raul. Raul Santos Seixas. Nasci em Salvador, Bahia, em 28 de Junho de 1945. Deixa eu me dizer de outra forma, que essas falas muito certinhas não fazem muito meu estilo não. Vocês estão cansados de saber que, enquanto vocês se esforçam para ser um sujeito normal, eu, por outro lado, vou aprendendo a ser louco, um maluco total, na loucura real. Controlando minha maluquez, misturada com minha lucidez. Na verdade, “Eu sou a areia da ampulheta... Cachaceiro mal-amado, o triste-alegre adestrado. Eu sou a areia da ampulheta. O que ignora a existência de que existem mais estados, sem idéia que é redondo, o planeta onde vegeta”. Quando nasci? “Nasci há dez mil anos atrás e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais”. No jogo da vida “prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo, sobre o que é o amor, sobre quem eu nem sei quem sou”.




Meu lugar agora são os espaços etéreos, as regiões mais distantes do cosmos. Gosto de admirar a beleza da lua de Júpiter... Os anéis de Saturno... Adoro passear pelas galáxias distantes. Elas são de rara beleza. Não encontro palavras com as quais possa construir uma descrição. São jardins de luzes coloridas. Uma das coisas que já aprendi, e que se constitui num dos meus passatempos favoritos, é misturar-me ao brilho delas. De vez quando, o moço do disco voador me leva pra dar uns passeios surreais. É um modo de fugir da rotina.

Fui chamado aos caminhos da eternidade em 21 de agosto de 1989. Do lado de cá, encontrei respostas para as questões existenciais que sempre foram motivo de questionamento para os homens de todos os tempos. Minhas companhias aqui são selecionadíssimas! Um pessoal bem legal! Tem um jardinzinho bem bacana onde nos reunimos para bater um papo, chama-se Jardim do Éden. Quando eu chego Ghandi já está por lá, depois vão chegando Platão, Schopenhauer, Oxalá, Shiva, Krishna, Jesus Cristo. A conversa vai longe. Entramos eternidade adentro, discutindo a evolução humana, evolução espiritual, destinos da humanidade e questões desse tipo.




Tenho meditado, ultimamente, acerca de algumas das mais belas páginas da filosofia: o Mito da Caverna, de Platão. É um diálogo metafórico entre os personagens Sócrates e Glauco. Sócrates pede a Glauco que imagine uma caverna. Dentro dela, homens que sempre estiveram acorrentados, sem poder se locomover. A única visão que possuem é a parede em frente à eles. A única iluminação do ambiente vem de uma fogueira atrás deles. Entre a fogueira e os prisioneiros há um caminho ascendente e, ao longo deste, um muro. Ao longo desse muro passam homens transportando animais e objetos. Uns conversam, outros passam em silêncio. Essa movimentação provoca sombras na parede à frente dos prisioneiros. Os habitantes da caverna tomam essas sombras e os sons que vêm do exterior como realidade.

Se um desses prisioneiros fosse arrastado à força para fora da caverna ficaria, à princípio, completamente perdido. Sentiria dores pelo corpo devido ao fato de ter ficado tanto tempo sem movimentar o corpo. A luz do sol o ofuscaria e ele seria obrigado e desviar o olhar. Não conseguiria fixar diretamente as pessoas e objetos reais. Seria uma adaptação dolorosa até que ele conseguisse contemplar as coisas com nitidez. Igualmente doloroso seria o processo inverso, ou seja, passar da luz às sombras. Acostumados à luz, seus olhos teriam dificuldade em encarar às sombras. Certamente sofreria com a zombaria de seus antigos companheiros. Diriam eles: “o mundo lá fora não te fez bem. Te afetou a vista e ainda embaralhou tuas idéias”. Até fazê-los compreender a realidade, teria um longo caminho pela frente.

Assim também é o plano físico. A humanidade enxerga sombras na parede e acredita que é realidade aquilo que enxerga. Claro, há os que conseguiram subir pelo caminho ascendente e brilharam. Há também aqueles que se esforçaram por abrir os olhos de quem estava na caverna e não se deu nada bem. Lembram do filho do dono da vinha? Pois é, ele esteve aí, há dois mil anos atrás, pregando umas verdades e o mataram pregado na cruz. Eu hein! “Eu não sou besta pra tirar onda de herói”...

A minha história a maioria de vocês já conhece. Cresci menino da classe média baiana. Freqüentava os melhores clubes de Salvador. Mas o rock veio alterar a rota do trem quando fui morar perto dos norte-americanos que tinham vindo pra Bahia por causa da Petrobrás, que havia acabado de se instalar na região. Com a molecada americana ouvi os primeiros acordes daquele ritmo que modificaria meu modo de ser. Little Richard, Chuck Berry, Elvis Presley. Era som demais e eu me deixei navegar. Me envolvi com a coisa de tal forma que, quando vi, eu já estava fundando um fã clube do Elvis: o Elvis Rock Club. Depois botei a mão na massa e fundei, junto com outros amigos, o The Phanters, que depois veio a ser chamar, Os Panteras. O rock era, na época, uma música marginalizada. Era música tocada em subúrbio, não em teatros e salões. E eu envolvido com essa gente. Imagina o trabalho que dei para os meus pais! Os Panteras eram a melhor banda de Salvador, por isso, quando a turma da Jovem Guarda vinha à cidade e precisava de acompanhamento, era a nós que eles chamavam para acompanhá-los.  




Tocamos com Roberto Carlos, Wanderléia, Ed Wilson, Wanderley Cardoso. Os meus favoritos eram os Jet Black. Até que Jerry Adriane nos levou para o Rio de Janeiro. Lá gravamos um disco que, comercialmente, não emplacou. Voltamos pra Salvador. Rapaz, entrei numa depressão, que não é bom nem falar! Aí conheci um cara que era diretor da CBS, o Evandro Ribeiro, que se tornou meu amigo em Salvador. Tempos depois esse cara me faz um convite para voltar ao Rio como produtor fonográfico da gravadora. Voltei ao Rio de Janeiro, cidade maravilhosa. Porém o emprego burocrático não era a minha “praia”. Como produtor, ouvia tanta música sem qualidade e letras medíocres que resolvi gravar meu próprio LP. Aproveitei um descuido do patrão... E gravei o disco Sociedade da Grã-Ordem Cavernista Apresenta Sessão das Dez (1971). Os diretores ficaram bravos recolheram o disco da praça e, não contentes com isso, me demitiram. Fizeram foi uma grande burrada. Fui para a Philips e entrei lá pela porta da frente. Depois disso me sobrevieram glórias e fracassos. A maioria dos meus trabalhos é autobiográfico. Neles eu me desnudo. Digo quem sou. A parceria com Paulo Coelho foi bem importante em minha carreira.

Uma das minhas maiores mancadas foi não ter percebido as armadilhas na beira da estrada. Por exemplo, a dependência ao álcool me trouxe uma pancreatite e, com ela, vieram dores terríveis, internações em hospitais e outros desconfortos que vocês nem queiram imaginar. Essa doença, aliás, foi a causa da minha morte. Ó, olha o trem, vem surgindo de trás das montanhas azuis, olha o trem Ó, olha o trem, vem trazendo de longe as cinzas do velho aeon.Ó, já é vem, fumegando, apitando, chamando os que sabem do trem Ó, é o trem, não precisa passagem nem mesmo bagagem no trem. Quem vai chorar, quem vai sorrir ? Quem vai ficar, quem vai partir” ? Costumo dizer que a Pancreatite foi o trem que veio me buscar. O abuso das drogas me trouxe muitos problemas e me fechou muitas portas.

Eu e Paulo mergulhamos de cabeça na obra do bruxo inglês Aleister Crowley, dentre ela, eu destaco o Livro da Lei, obra que inspirou a música Sociedade Alternativa. “Faz o que tu queres pois é tudo da lei”. Vivi isso com intensidade. Hoje eu sei que a vida é um cheque em branco, você pode preenchê-lo do jeito que você quiser, mas... A lei de Thelema é uma “faca de dois gumes”: tanto pode elevar o homem como pode também destruí-lo. Você pode fazer o que quiser, mas não esqueça: tudo há de ter seu preço. E alguns produtos podem custar muito caro...

Pra terminar, digo que, algumas vezes, ouço meus fãs dizerem “Poxa porque que o Raul tinha que ter ido tão cedo. Ao que eu diria: “Quem escapa do Trem 103? Acho que era “louco demais para ficar mais tempo por aí...”

À minha família, aos meus fãs, meus amigos, fã-clubes espalhados por todo o Brasil eu quero agradecer o carinho que até hoje vocês sentem por mim. Obrigado por preservarem minha memória e minha obra. Daqui de cima vejo o esforço de vocês e isso me emociona... Tenho que ir agora: o Chefe me chama.

Um grande abraço a todos! (Especialmente pra você Plininho, meu irmãozinho, companheiro de traquinagens na meninice).


(Texto de minha autoria, publicado inicialmente no blog rec2010.blogspot.com)

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O que pode e o que não pode no Facebook

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 08:25
Quinta-feira, 27 de março

A Câmara dos Deputados acaba de aprovar o Marco Civil da Internet, uma espécie de “Constituição para a Internet”. Abordarei esse tema em outra postagem. Por enquanto compartilho com vocês um texto publicado no site Techtudo notícias. O site elaborou uma série de regras sobre o que é permitido ou proibido no Facebook, que vale a pena conferir. Afinal, temos liberdade de expressão, mas isso não nos dá o direito de ofender alguém, ou de incitar a violência ou outras práticas abusivas. Confira o texto.

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Imagem: http://www.dracco.com.br/blog/2011/06/07/facebook-cria-politica-sobre-campanhas-e-acoes-promocionais-na-rede-social/

Facebook tem regras de conduta, saiba o que é proibido na rede social

por KARLA SOARES

Os termos de privacidade e segurança trazem informações sobre o que é permitido ou não ao usuário, além de regras de comportamento. Porém, ao criar um perfil em alguma rede social, poucas pessoas reservam tempo para ler. Com o Facebook não é diferente e com mais de 1 bilhão de usuários no mundo inteiro, a plataforma possui regras bem definidas para garantir a boa convivência de todos.

"Devido à diversidade da nossa comunidade, é possível que algo possa ser desagradável ou perturbador sem atender ao critério de remoção ou bloqueio", diz o Facebook. Por esse motivo, a rede oferece também controles pessoais sobre o que o usuário vê, como a capacidade de ocultar ou se desvincular de pessoas, páginas ou aplicativos ofensivos. "A conversa que ocorre no Facebook – e as opiniões expressas aqui – reflete a diversidade das pessoas que usam a rede social", completam.

Você sabe que regras são essas? Preparamos um guia com as principais orientações de conduta. Observe os padrões e entenda que tipo de post é aceitável e que tipo de conteúdo pode ser denunciado e removido do site. Saiba também denunciar abusos e comportamentos inadequados no Facebook.

1) Incentivar a violência

O Facebook comunica as autoridades locais e remove conteúdo que ameace a segurança pública. Os usuários também não podem utilizar a rede para organizar atos violentos como brigas de torcidas.

2) Incentivar práticas de autoflagelação

A rede costuma remover posts por escrito, fotos e vídeos que encorajem distúrbios alimentares como bulimia ou de automutilação. Nos Estados Unidos, o site trabalha em parceria com a Clinton Foundation e Jed Foundation para oferecer assistência a pessoas em situação de angústia.

3) Incentivar o abuso de drogas

O usuário também não pode utilizar o Facebook para incentivar o abuso de drogas. Esse tipo de conteúdo também é removido quando detectado.

4) Bullying

A prática de atitudes agressivas, ocorridas sem motivação evidente, que tem o intuito de intimidar ou agredir outra pessoa também não é aceita dentro do Facebook. Segundo a rede, o comportamento abusivo direcionado a pessoas em particular pode e deve ser denunciado.

5) Assédio

Enviar repetidas solicitações de amizade ou mensagens privadas indesejadas a outros usuários é uma forma de assédio, segundo a rede, e essa prática não é tolerada.

6) Discurso de ódio

Práticas que discriminem raça, etnia, nacionalidade, religião, gênero, orientação sexual, doença ou deficiência não são permitidas. “O Facebook não permite discurso de ódio, mas faz distinção entre um discurso sério e um discurso de humor”, informa.

7) Direitos humanos e terrorismo

A publicação de material gráfico que mostre abuso dos direitos humanos ou atos de terrorismo como forma de chamar a atenção para problemas e pedidos de ajuda é uma prática tolerada. Mas, quando essas imagens são publicadas para efeito sádico ou celebrar a violência, seu uso é proibido.

No caso de vídeos, o usuário deve avisar seu público sobre a natureza do conteúdo para que eles possam decidir se querem ou não assistir. “Quando as pessoas compartilham qualquer conteúdo, esperamos que o façam de uma maneira responsável”, diz o Facebook.

8) Nudez

A exibição de nudez é limitada e objetiva fazer a diferenciação entre imagens de cunho artístico como a escultura do Davi, de Michelangelo, ou fotos de família da amamentação de uma criança. “Almejamos respeitar o direito das pessoas de compartilhar conteúdo de importância pessoal”, ressalta.

9) Pornografia

Também é rígida a política contra o compartilhamento de conteúdo pornográfico e conteúdo sexualmente explícito que envolva menor de idade. Além disso, o Facebook trabalha com grupos de especialistas e organizações internacionais que trabalham para tornar a Internet um local seguro para crianças e adolescentes.

10) Informação pessoal de terceiros

Afirmar ter outra identidade, criar um perfil ‘fake’ para uma organização ou pessoa viola os termos do Facebook. A rede aconselha que os usuários evitem publicar informações pessoais de outras pessoas sem a autorização delas como documentos, telefones, endereços e outros dados.

11) Material que viole direitos autorais

O usuário também é encorajado a respeitar direitos autorais, marcas comerciais e outros direitos legais ao publicar conteúdo no Facebook.

12) Comercializar produtos controlados

Ofertas de produtos como armas de fogo, álcool, tabaco e produtos de conteúdo adulto devem seguir as leis vigentes do Brasil e considerar com cuidado o público-alvo dentro do Facebook. O comércio de produtos controlados como remédios é proibido na plataforma.

13) Phishing e spam

A prática de spam e phishing – fraude eletrônica por meio da qual se tenta roubar senhas, dados financeiros e pessoais – também é proibida, de acordo com os termos de privacidade e segurança.

14) Fraude

Usar o Facebook para tentar fraudar os usuários ou cometer crime de estelionato também é proibido. A plataforma enfatiza que os usuários não devem ser importunados por mensagens com fins comerciais.

15) Ameaça física

O Facebook diz que a segurança é sua maior prioridade. Por conta disso remove conteúdo e comunica as autoridades sobre ameaças que resultem em lesão física entre os usuários. Um usuário não pode ameaçar outro de violência. Também não são permitidos o planejamento, promoção ou comemoração de ação que resulte em prejuízo a outra pessoa, incluindo roubo e vandalismo.



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Malasia diz que voo MH 370 caiu no Oceano Índico

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:18
Terça-feira, 25 de março




Nesta noite, fui informado por representantes da Comissão de Investigação de Acidentes Aéreos da Grã-Bretanha (AAIB) de que a Inmarsat – a companhia britânica responsável pelos dados de satélite que indicaram os corredores possíveis de trajeto do avião- fizeram novos cálculos. Com base num tipo de análise inédito numa investigação desse tipo, eles foram capazes de determinar com maior certeza o percurso do voo MH370.

Com essas novas análises, a Inmarsat e a AAIB concluíam que o MH370 voou ao longo do corredor sul e sua última posição era no Oceano Índico, a oeste de Perth.

É um local distante, longe de qualquer pista de pouso possível. Portanto, é com a maior tristeza que devo informá-los que, segundo essas informações, o voo MH 370 caiu no sul do Oceano Índico.

Faremos uma nova entrevista coletiva amanhã com novos detalhes, mas queríamos informá-los desse novo desenvolvimento o quanto antes. Fazemos isso com o compromisso de transparência e respeito pelas famílias das vítimas, dois dos princípios que têm guiado a investigação.

A Malaysia Airlines já falou com as famílias dos passageiros e tripulantes sobre esse novo desenvolvimento. Para eles, essas últimas semanas foram de cortar o coração. Sei que essa notícia deve ser ainda mais difícil. Peço à imprensa que respeite a privacidade e deem-lhes espaço neste momento difícil.”

Com esse comunicado, a Malaysia Airlines deu a notícia que os familiares dos passageiros que estavam no voo MH370, não queriam ouvir: a de que o avião havia caído em pleno Oceano Indico e que não havia sobreviventes. Najib Razak, primeiro-ministro da Malásia, ratificou o comunicado. " É com profunda tristeza que informo que o avião terminou sua jornada no sul do Oceano Índico", disse ele, em entrevista coletiva à imprensa, nesta segunda-feira (24).Ao saber da notícia fatídica, familiares dos passageiros entraram em desespero. Eles haviam recebido o anúncio, primeiro por mensagem de texto enviado pela companhia aérea comunicando o acidente e suas consequentes mortes. Em seguida se reuniram com representantes do governo da malásia em um hotel.

O pronunciamento de Najib Razak foi fundamentado em leituras de dados enviados por satélite da companhia britânica Inmarsat. As informações do satélite foram analisadas pelo setor de investigação de acidentes aéreos do Departamento de Transportes do Reino Unido. Entretanto, quem comanda as buscas no Oceano Índico é a Autoridade de Segurança Marítima da Austrália. Ainda segundo as informações fornecidas pelos radares, as autoridades afirmaram que o avião percorreu o corredor sul entre o Sudeste Asiático e a costa oeste da Austrália.

Na quinta-feira passada (20), as buscas pelo avião desaparecido convergiram para o Oceano Índico. A mudança de foco na procura pela aeronave se deveu ao fato de que imagens de satélite localizaram objetos que, provavelmente, seriam do Boing 777-200, a 2,5 mil quilômetros da cidade australiana de Perth, no sudoeste do país.


O Boing 777-200 partiu de Kuala Lumpur, no dia 08 de março, às 0h40, horário local, com destino a Pequim, com 239 pessoas a bordo. A última mensagem do avião foi recebida à 1h07 da madrugada, devendo ter havido uma nova comunicação dali a 30 minutos, porém essa informação não foi recebida. O último contato com a aeronave foi feito quando o avião deixava o espaço aéreo da Malásia e entrava no espaço aéreo do Vietnã. Segundo informações das autoridades, quando foi comunicado que estava entrando em outro espaço aéreo, o copiloto, Fariq Abdul Hamid, disse: “Tudo bem. Boa noite”! Essas foram suas últimas palavras com as torres em torres em terra. Dois minutos depois, o avião sumiria dos radares. Entretanto, informações de satélites indicam que o avião continuou a voar por mais setes horas antes de desaparecer por completo.

Apesar do anúncio do governo da Malásia sobre a queda do avião, os ânimos não estão serenados. A China pede a Malásia, provas de que o avião, realmente, caiu. Xie Hangsheng, O vice-ministro chinês das Relações Exteriores da China, foi bem claro com o embaixador da Malásia em território chinês: A Malásia tem que entregar todas as informações que o satélite transmitiu sobre os objetos encontrados e que, possivelmente, sejam do Boing 777. É compreensível a posição do governo chinês, afinal, foram tantas as pistas falsas desde que o avião desapareceu... Para complicar ainda mais, ondas gigantes e ventos fortes, fez com que as buscas fossem suspensas na região. O mau tempo não seria favorável as buscas por mar nem pelo mar.

Ainda que se encontrem os destroços do avião, o mistério sobre o que aconteceu com ele permanecerá até que sejam encontradas a caixa preta da aeronave.



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Vôo MH370 já está entre os maiores enigmas da aviação

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:42
Segunda-feira, 24 de março

Vários dias já se passaram desde o sumiço do vôo MH370 da Malaysia Airlines. Daqui desse pedaço de chão verde e amarelo, chamado Brasil, acompanho as notícias sobre o caso e também o sofrimento de quem têm familiares ou amigos naquele voo. É mais fácil encarar a realidade quando temos dados concretos. Quando o que se tem são apenas conjecturas e suposições, aliadas a falta de notícias concretas, como é o caso do vôo em questão, a angústia só faz aumentar a cada dia. Me junto a milhares de pessoas em preces em todo o mundo, especialmente, ao povo da China e da Malásia, para que o mistério seja solucionado e as famílias, finalmente, venham, a saber, o que aconteceu naquele vôo que não teve a felicidade de chegar ao seu destino.

A seguir, apresento um texto publicado na página do MSN Brasil, que relata os maiores enigmas da história da aviação. O texto foi publicado no dia 14 de março. De lá para cá algumas notícias já foram atualizadas, mas o relato dos casos é pertinente ao momento atual.


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Imagem: http://ucho.info/com-buscas-ampliadas-malasia-fala-em-misterio-sem-precedentes-na-aviacao

Avião desaparecido na Ásia evoca os maiores enigmas da aviação


O voo da Malaysia Airlines MH370 desapareceu do controle de tráfego aéreo e telas de radares há uma semana. O avião voava a 35 mil pés quando toda a comunicação foi perdida sem qualquer sinal de alerta emitido.

Com as buscas em curso e o tempo passando, o mistério que cerca o sumiço da aeronave cresce. Mas este não é a primeira vez que um mistério intriga a aeronáutica. Confira a seguir os 10 maiores mistérios da aviação.

1) Amelia Earhart foi uma pioneira da aviação que, em 1932, se tornou a primeira mulher a fazer um vôo solo pelo Oceano Atlântico. Cinco anos mais tarde ela partiu em uma missão para circunavegar o globo. Após completar 35 mil km dos 46 mil km previstos, o avião de Earhart desapareceu no Pacífico.

O avião sumiu ao se aproximar da ilha Howland e, apesar de uma enorme e multimilionária missão de busca, nenhum traço jamais foi encontrado. As circunstâncias da morte seguem desconhecidas

2)Como o próprio nome sugere, o Triângulo das Bermudas é uma área com pontos na forma poligonal compreendendo a Flórida, Porto Rico e Bermuda, onde diversos navios e aeronaves desapareceram sem deixar vestígio. Os incidentes incluem o Vôo 19, no qual um vôo de treinamento de cinco bombardeiros americanos desapareceram em um sobrevôo pela região.

O desastre foi atribuído a um erro na navegação que fez a aeronave ficar sem combustível. Dois outros aviões da companhia aérea British South American desapareceram na região nos anos 1940 e a hipótese seria tanto a falta de combustível quanto falhas técnicas. Apesar de não haver incidentes recentes na região, as teorias mantêm o mistério sobre o local.

3) O músico americano Glenn Miller estava voando do Reino Unido para Paris durante a II Guerra Mundial para tocar às tropas americanas na França quando o avião em que estava desapareceu no mau tempo sobre o Canal da Mancha. Nenhum traço do avião, da tripulação ou dos passageiros foi encontrado.

Há três teorias principais por trás do acidente: primeiramente que o avião foi abatido por bombas da Força Aérea Britânica, já que os bombardeiros Lancaster teriam sido forçados a despejar seus artefatos no mar após um ataque fracassado sobre a Alemanha. A segunda teoria é de que o avião foi atingido por um atirador de um caça da II Guerra, que em 2006 lançou um livro afirmando que sua metralhadora teria abatido o avião. E a terceira teoria é de um jornalista alemão, que em 1997 alegou ter encontrado pistas de que Miller de fato chegou a Paris em segurança, mas no dia seguinte da sua chegada morreu de um ataque cardíaco após ter se relacionado com uma prostituta francesa.

4) Ficou conhecido como ‘Poeira Estelar’ o voo da British South American que, em 1947, ao partir de Buenos Aires com destino a Santiago, caiu na parte argentina da Cordilheira dos Andes. A busca posterior não teve sucesso e o destino do avião permaneceu desconhecido por 50 anos. Foi no final dos anos 1990 que pedaços da fuselagem do avião desaparecido começaram a emergir do gelo.

Apesar de muitas teorias incluírem sabotagem corporativa e abdução alienígena, uma investigação de 2000 determinou que o clima causou o desastre. É especulado que a tripulação ficou confusa quanto à sua localização enquanto voava a grandes altitudes e acreditaram erroneamente ter superado o topo das montanhas. Eles teriam, então, iniciado a descida, mas as montanhas ainda estavam cobertas de nuvens e não foi possível evitar a colisão com o vulcão Tupungato, matando todos a bordo.

5) Um avião turbo-hélice deveria fazer uma viagem ao redor do mundo em 1957, voando do oeste dos EUA, a partir de San Francisco, com diversas paradas para a posterior chegada na Filadélfia. A primeira etapa levaria o avião para Honolulu, mas ele nunca chegou.

Após uma semana de buscas extensivas, a maior em tempos de paz desde a que procurou Amelia Earhart, pequenos pedaços da fuselagem foram encontrados boiando no oceano. Quinze corpos foram encontrados e testes toxicológicos encontraram níveis maiores que os normais de monóxido de carbono, o que foi apontado como a possível causa do acidente.

A explicação definitiva jamais foi encontrada, mas as teorias incluem uma fraude em seguro, um membro da tripulação enfurecido e um motor em mau funcionamento.

6) Isto parece coisa de cinema e não a vida real, mas por mais de 40 anos o DB Cooper permanece sendo o único caso não solucionado de seqüestro no ar da aviação americana. Em 1971, um homem usando a identificação ‘Dan Cooper’ comprou uma passagem de um vôo de Portland, Oregon, para Seattle, Washington. Durante o vôo ele anunciou à tripulação que tinha uma bomba a bordo e exigiu US$ 200 mil (R$ 460 mil) em dinheiro, quatro pára-quedas e um caminhão de combustível esperando por ele em Seattle.

A companhia aérea decidiu concordar com as exigências e, após liberar os passageiros e reabastecer em Seattle (foto), Cooper e a tripulação levantaram vôo de novo. Durante o vôo posterior para Reno, a parte traseira do avião foi aberta e Cooper pulou de pára-quedas. Ele nunca foi encontrado.

Em 1980, dois pacotes de 100 notas de US$ 20 e um terceiro pacote de 90 notas foram encontrados no Estado de Washington, reforçando a hipótese do FBI de que Cooper não sobreviveu ao salto de pára-quedas, mas nenhuma explicação foi encontrada para o fato de que dez notas estavam faltando de um terceiro saco. O caso está até hoje em aberto.
7) Em 1996, o vôo da Trans World Airlines 800 explodiu e caiu no Oceano Atlântico próximo do Estado de Nova York, matando todas as 230 pessoas a bordo. A explosão do Boeing 747-100 aconteceu apenas 12 minutos depois da decolagem e a especulação inicial foi a de um ataque terrorista.

O FBI investigou, mas 16 meses depois anunciou não ter encontrado provas de ato criminoso e arquivou o caso. O Conselho Nacional de Segurança no Transporte americano conduziu a mais extensa investigação sobre um desastre aéreo na história dos EUA e determinou como causa provável uma explosão no tanque de combustível, provavelmente causada por curto circuito.

As teorias da conspiração nunca deixaram de surgir e incluem até o abatimento da aeronave por um míssil de um navio americano em um ato terrorista encoberto pelo governo dos EUA.

8) Há diversas maneiras de descrever Steve Fossett: homem de negócios, aventureiro, aviador, marinheiro e um quebrador de recordes. Ele foi a primeira pessoa a realizar um vôo solo de balão, sem paradas, mantendo o recorde de vôo solo em um avião com asas fixas. Em 2007, viajou sobre o deserto da Grande Bacia de Nevada, mas seu avião não conseguiu retornar.

Após um mês de buscas, nenhum destroço foi encontrado. Em fevereiro de 2008, Fossett foi declarado morto. Em setembro de 2008, um montanhista encontrou os cartões de identificação dele nas montanhas de Sierra Nevada, na Califórnia, e alguns dias depois o local da queda foi localizado a apenas 100 km de onde havia decolado.

Apesar de inicialmente não terem sido encontrados vestígios, testes de DNA em dois ossos encontrados em novembro de 2008 descobriram que eram de Fossett. A causa do acidente foi determinada como uma combinação de fluxo de ar descendente excessivo, alta densidade na atmosfera e o terreno montanhoso.

9) Inicialmente, o desaparecimento do vôo MH370 trouxe lembranças do vôo da Air France que desapareceu depois de sair do Rio de Janeiro em direção a Paris. O Airbus A330-203 caiu no Oceano Atlântico 3 horas e 45 minutos após a decolagem.

Levou cinco dias para que os destroços fossem encontrados, mas outros dois anos foram necessários para que fosse encontrada a caixa preta do avião no fundo do oceano. As análises da caixa-preta descobriram que a causa da queda foi uma combinação de acúmulo de gelo nas turbinas, problemas mecânicos e erro humano.

10) O desaparecimento do vôo MH370 da Malaysia Airlines é um mistério que cativou milhares de pessoas, com diversas teorias e perguntas sem resposta. O fato de que nenhum vestígio do avião tenha sido até o momento encontrado, apesar das buscas de muitos países com aviões, barcos e satélites, apenas faz aumentar o mistério.

Os relatos de possíveis destroços encontrados, celulares que tocam e possíveis reviravoltas na rota do vôo fazem aumentar a intriga. As teorias de seqüestro e terrorismo prevalecem sobre as outras, especialmente por não ter havido qualquer sinal enviado do avião às torres e pelo fato de que dois passageiros teriam embarcado com passaportes falsos. Novas evidências dos radares mostram que a aeronave intencionalmente mudou sua rota.

O mistério continua...





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O futebol brasileiro se despede de Bellini, um dos seus ícones

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 19:13
Sexta-feira, 21 de março

Imagem: http://textosdetherezapires.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html

Nesta quinta-feira (20), o Estádio do Maracanã, ostentou sua melhor iluminação em verde e amarelo. Estava simplesmente maravilhoso! Não, não era o final de uma grande partida. Era, sim, a despedida final que o mais famoso templo do futebol brasileiro, prestava a um de seus grandes atletas.

Imagem: http://www.leiaja.com/esportes/2014/03/20/morre-bellini-capitao-do-1o-titulo-mundial-do-brasil/

No ano em que a Copa do Mundo será disputada no Brasil, Hilderaldo Luís Bellini - ex-zagueiro e capitão da seleção brasileira que conquistou a Copa do Mundo de 1958, na Suécia - resolveu assistir os jogos da Copa, bem acomodado no andar de cima. Bellini morreu na quinta-feira (20), em São Paulo, aos 83 anos. O craque, há dez anos, foi acometido pelo mal de   Alzheimer e, desde então, seu tempo foi divido entre a casa e as consatantes visitas ao hospital. Aliado a isso, também passou a sofrer problemas cardíacos. Foi internado essa semana devido a problemas relacionados ao coração e não resistiu a mais uma crise.

Em uma atitude nobre a família do jogador resolveu doar o cerebro dele ao Hospital das Clinicas. O objetivo da nobre doação é que os estudos sirvam para evitar que atletas e não atletas venham a sofrer do mal de  Alzheimer no futuro.

Na Grécia antiga, aos vencedores, era dado uma coroa feita de folhas de louro, vem daí a expressão “louros da vitória”. No mundo moderno as coroas de louro foram substitídas por trófeus. É bonito ver o vencedor, ao final do campeonato, levantar acima da cabeça, a taça que representa a vitória, não apenas naquele jogo, mas de toda uma etapa de treinamento duro e enfretamento com adversários difíceis. A expressão “louros da vitória”, sabemos de onde vem, porém, a expressão “levantar a taça de campeão”, onde surgiu? Confesso a vocês que não sabia que o ato de erguer a taça acima da cabeça, gesto caraterísitco de tantos esportes, fosse invenção de um brasileiro. 

Imagem: http://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/

O gesto brotou, espontaneamente, na final da Copa do Mundo de 1958, na Suécia.  Uma seleção brasileira, que chegou ao torneio descreditada, venceu o campeonato, jogando contra a Suécia, dona da casa, por um placar de 5 a 2. O grito de campeão - que estava preso na garganta do brasileiro, desde a Copa de 1950, quando havíamos perdido o título para o Uruguai, no Mundial disputado no Brasil, em partida decisiva, jogada em um Maracanã lotado com uma torcida ávida por vitória, explodiu enfim: a taça do mundo era nossa. Estávamos no topo do futebol mundial. Eramos os melhores do mundo.

Aos vencedores, a festa. Ao final da competição, chegou a tão sonhada hora da entrega do troféu. Bellini, capitão da equipe brasileira, recebeu o trófeu das mãos do rei Gustavo, da Suécia e não sabia o que fazer com ela. Reporteres dos mais diversos países começarama gritar: “Bellini, levanta a taça! Levanta a taça”. Para agradar a todos e perimitir que fizessem uma bela foto daquele momento em que o Brasil ganhava seu primeiro trófeu em Copas do Mundo, o capitão da equipe brasileira ergueu a taça Jules Rimet acima da cabeça, gesto que até hoje se repete em competições esportivas mundo afora.
O zagueiro ganhou a vaga naquela seleção após jogar com destaque na esquipe do Vasco. Foi convocado para as Elimininatórias, em 1957, e seu estilo de jogar agradou tanto ao técnico, Vicente Feola. Este resoveu lhe dar a tarja de capitão da equipe. Durante o Mundial de 1958, Bellini destacou-se por jogar com muita seriedade e grande estilo, mesmo sendo ainda, praticamente, um garoto.

Foi nas ruas de Itapira, cidade do interior paulista, que o zagueiro, começou a amar o futebol, em sua inocência de criança desejosa de brincar, ele nem sabia o que era ser zagueiro. Entretanto, para as crianças, não importa se é zagueiro, atacante, meia-esquerda ou direita, o importante é dedicar-se a agradável arte da brincadeira. Também não era necessário nenhuma sofisticação para montar um campo de futebol: bastava um pequeno espaço de terra, uma pequena bola, que não precisava ser, necessariamente, de borracha, podia ser improvisada com meias cheias de algum material leve. As traves podiam ser feitas com pedaços de pau, fincados na terra, pedras, ou, até mesmo, com sapatos. Colocava-se dois de cada lado e estava pronto o campo de futebol que tantas alegrias dava aos garotos.

Foi crescendo e a paixão pelo futebol não o abandonava. Era chamado para participar de campeonatos amadores da região. Com um estilo de jogo no qual demonstrava raça, garra e muita determinação, além de demosntrar atos de lealdade para com os adversários, o jovem atleta chamava a atenção de todos, principalmente de “olheiros” de clubes menores. Um deles em especial, ficou fascinado com o estilo de jogo de Bellini. Era Mauro Xavier, que trabalhava para o pequeno clube Sãojoanense. Após ver a atuação do jovem em campo, Mauro, imediatamente, decidiu conversar com o presidente do clube, Francisco Bernardes, e lhe falou do novo talento que acabara de descobrir.

Dado carta branca para trazer Bellini para o time Sãojoanense, Mauro foi em busca do jovem talento, porém, não foi fácil convencê-lo. Motivo? Bellini não queria ser sumetido a testes. Venceu o talento e o jovem itapirense mudou-se para a cidade de São João, sede de seu novo clube. Nesse time da segunda divisão do campeonato paulista, Bellini ficou de 1949 a 1951, tempo suficiente para chamar a atenção de grandes clubes da capital.

Na corrida por novos talentos, chegou primeiro o Vasco, e levou Bellini para o Rio de Janeiro. No Vasco, o jovem ganhou destaque ao vencer três títulos do campeoanto carioca; 1952, 1956 e 1958. Além do Vasco, o atleta jogou também pelo São Paulo e pelo Atlético Paranaense. Decidiu “pendurar as chuteiras”, em 1970, quando jogava pelo Atlético.



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