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O Brasil sob o governo de mafiosos

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 01:35
Segunda-feira, 19 de junho

Joesley Batista, empresario e delator


Propina era a regra do jogo... Quem precisou do Estado em algum momento teve de pagar propina a um político... A gente disputa nos Estados Unidos. Sem propina. Disputamos com sucesso na economia mais competitiva que existe. Competimos sem propina nos Estados Unidos, na Austrália, na Inglaterra, no mundo inteiro. No Brasil, infelizmente, a propina era o custo de operar. Era precificado. Acredito, se Deus quiser, que não é só o J&F e os outros colaboradores que vão virar essa página. Será o Brasil.
(Joesley Batista, empresário, em entrevista à revista Época, edição 991, de 19 de junho de 2017)

Falando na edição da revista Época deste fim de semana, olha que está difícil encontrar a revista nas bancas. Ela logo chegou e já foi devorada pelos leitores ávidos de informação. E ambas, revista e informação vieram quentes, muito quentes. No sábado à noite já não era mais possível encontrar a Época nas bancas. Com muito custo, muita peregrinação de banca em banca, ainda foi possível comprar uma revista na região central, porém um pouco mais afastada da área de maior movimento. A entrevista do delator foi concedida ainda na semana passada, e depois de intensas negociações, ao editor-chefe de Época, Diego Escotesguy.

Joesley, que já havia incendiado o país quando gravou a conversa secreta que teve com Temer, e na qual revelou que o presidente o aconselhou a continuar pagando propina a Eduardo Cunha para, com esta iniciativa, comprar o silêncio do ex-deputado, foi ainda mais longe, e afirmou que “Essa é a maior e mais perigosa organização criminosa deste país. Liderada pelo presidente. O Temer é o chefe da Orcrim (Organização Criminosa) da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha, e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso, está no Planalto. Essa turma é perigosa, não se pode brincar com eles”.

É interessante como os pontos relatados por diferentes delatores se amarram no mesmo feixe. Por exemplo, ao falar da diferença entre a concorrência no Brasil e em outros países, a fala de Joesley se aproxima da fala do delator Emílio Odebrecht. Em depoimento ao Ministério Público Federal, como parte do acordo de delação premiada, o empresário disse que, quando queria que os executivos da empresa tivessem noção do que era uma concorrência de fato e de direito, enviava-os ao exterior. “Todos os companheiros da organização já passaram pelo exterior para ter uma visão de mundo. Conviver com concorrência efetiva, real. Disputa baseada em produtividade.”, disse Emilio.  

Nós, brasileiros e brasileiros, estamos anestesiados com tantas notícias sobre corrupção, e tanta falta de responsabilidade com a coisa pública. Os fatos revelados pelos delatores e pelas investigações policiais, amarradas a farta quantidade de provas, são graves. Muito graves. São gravíssimos.

Estamos sendo governados por organizações criminosas. Os fatos estão gritando em nossa cara. Estão escancarados à nossa frente.  São tão óbvios, mas estamos tão anestesiados que acabamos não indo a fundo na verdade desses fatos, na verdade que eles representam. Às vezes precisamos que alguém dê nome aos bois. E Joesley dá nome aos bois e nos deixa ainda mais preocupados. Estamos sendo governados por organizações criminosas, é o que ele afirma.

O dono da JBS diz que a corrupção no Brasil não começou agora, mas que ela teve início há cerca de dez, quinze anos — Emílio Odebrecht havia dito ao MP que esse quadro de corrupção começou há trinta anos —, quando as coisas se estruturaram em divisão de tarefas. “São organizações criminosas. Existem para ganhar dinheiro cometendo crimes. Em cada Estado — não todos — se criou um núcleo, nas estatais, se criaram núcleos, nos fundos de pensão se criaram núcleos. “Esses grupos foram se proliferando.

O empresário diz na entrevista que teve de se relacionar ao longo dos anos com essas organizações criminosas, e que não tinha consciência de que estava lidando com organizações criminosas. Isso também segue o mesmo raciocínio de Emílio Odebrecht quando diz que a corrupção é algo institucionalizado. Algo “normal”, segundo ele, em função do número de partidos. Para os dois empresários, a corrupção era a regra do jogo, e acabava sendo considerada coisa “normal”.

O pior é que a corrupção mais assustadora vem do lado de quem deveria combatê-la, que são as instancias superiores do poder.  É doído quando a corrupção vem daqueles a quem estamos subordinados.

Com tanta facilidade de ação e nenhuma punição, essas organizações criminosas foram se proliferando, passando de dezenas para centenas. Nelas, a função do polític, que é a de fazer um governo para o povo, passava bem longe, o que importava era arrecadar, cada vez, mais e mais, dinheiro ilícito. “Com o tempo você perde a referência do que é certo e do que é errado, do que é legal, e do que é ilegal. O que aconteceu no Brasil foi a proliferação de organizações criminosas”, diz Joesley.

Ainda de acordo com o que disse o empresário — e nisso ele não disse nada diferente do que já disseram outros delatores de outras empresas — tudo isso começou de forma mais intensa durante os governos petista de Lula e Dilma. Corrupção já existia, mas com o PT ela foi “aperfeiçoada”, institucionalizada.

A relação entre os empresários e os políticos eram altamente perniciosa. Funcionavam na base do toma lá dá cá. No mundo inteiro funciona assim: Quando uma empresa resolve se estabelecer em um Estado, ela recebe do governo benefícios fiscais. É normal. É gratuito. Os governos não exigem contrapartidas, nem favores, por esses benefícios concedidos às empresas. No Brasil, não. Os políticos daqui exigiam contrapartida em troca da concessão desses benefícios. Chegavam as eleições e o político vinha cobrar do empresário os benefícios recebido. Muitas vezes o processo era travado ao máximo pelos políticos, e próximo as eleições, eles deixavam  bem claro: ou paga a propina, ou não liberamos os benefícios fiscais.

O empresários incorriam em erro, é verdade, ao ceder essas pressões, mas também eles ficavam entre a cruz e a espada: fechar fábricas, demitir funcionários, ou ceder à pressão? Na maioria das vezes, acabavam cedendo.

Segundo Joesley, a influência do PMDB sobre assuntos referentes a Caixa Econômica Federal era grande. Quando a JBS tentava fechar negócios com a Caixa, e essas negociações chegavam aos ouvidos de Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, era certo o pedido de propina para que as negociações avançassem.  O editor-chefe da revista Época pergunta então: “A influencia do PMBD era tão grande assim?” Ao que o entrevistado responde: “Não era só influência. Eram pessoas colocadas em cargos estratégicos por uma organização criminosa. Elas tinham capacidade de barrar ou aprovar um negócio. É por isso que políticos lutam tanto por cargos, como a gente vê na TV. O que está por trás dessas negociações políticas por cargos é ver qual Orcrim vai ficar com qual parte do governo. É para fazer dinheiro. Eu não achei que estava lidando com organizações criminosas. Hoje é que percebo isso”.

A entrevista é longa e nela o empresário também fala da tentativa dos políticos do PMDB em buscar alternativas para abafar a Lava Jato, como por exemplo, a anistia ao caixa dois, e a Lei de Abuso de Autoridade. E também reafirmar que pagou propina para comprar o silêncio de Eduardo Cunha quando ele já estava preso, e que o presidente Temer sabia disso.

Quanto ao fato de ter gravado o presidente, Joesley afirma: “Porque eu sabia que estava aumentando a chance de eu trocar de lado e partir para a colaboração com o MP. Era a única saída que eu estava enxergando. Eu precisava de uma colaboração efetiva. Qual a maneira mais efetiva que eu tinha de colaborar no combate à corrupção no Brasil? Pensava comigo: é só mostrar para os procuradores que, apesar de três anos de esforços, nada mudou. Tudo continua igual. Os políticos, no topo, não mudaram nada. Isso começa com o número 1, com o presidente da República.

Como já dito nesta postagem, a entrevista de Joesley à revista Época é bastante extensa, e não dá para tratar de todos os aspectos dela no presente texto. Este blog procurou destacar dela os principais pontos.

O fato é que a maioria dos políticos ainda não compreendeu o momento importante pelo qual o país atravessa, e na qual as velhas e detestáveis práticas corruptas não são mais aceitas pela população, e, mesmo contra a corrente, continuam a praticá-las, mesmo estando em curso a Lava Jato.

Assim como também não compreenderam que é preciso passar o Brasil à limpo, os juízes do Supremo Tribunal Eleitoral, liderados pelo presidente, Gilmar Mendes, que votaram não à cassação da chapa Dilma-Temer, em julgamento recente.

Não podemos mais nos deixar governar por máfias e organizações criminosas cujos interesses são apenas e tão somente o enriquecimento ilícito de si próprios e de suas organizações sujas.

A entrevista dada por Joesley a revista Época é mais uma batata quente que Temer tem que descascar, e é mais uma bomba que nos envergonha a todos nós que queremos ver fora da liderança da nação, todos esses criminosos que vestem a camisa de políticos.

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Paulo Palma: Um professor universitário que vive no país da ignorância

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 11:54
Sábado, 17 de junho



“Em vez de corrigir o problema, dão cotas para quem não tem condição de acompanhar. Não digo cursos como dança. Digo cursos que exigem um pouco mais de QI.”
“Quando permite cota, ela está trocando cérebro por nádegas ou por cor da pele e outros valores.”
“Não me referi à raça nenhuma, eu me referi apenas a mérito.”
“Eles (negros e índios) têm condição de competir em condição de igualdade. Tivemos o ministro do Supremo, Joaquim Barbosa, que é poliglota, filho de pedreiro e chegou por mérito onde chegou."
Fortes essas frases, não? Todas tem um conteúdo fortemente preconceituoso, ainda que não expresso claramente em algumas delas. E de que boca saíram essas frases? Da boca de algum iletrado, por acaso?

Infelizmente, não. Essas frases foram ditas por um eminente professor de uma das maiores universidades brasileiras. O autor delas é Paulo Palma, professor da Faculdade de Ciências Médicas (FMC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O que prova que um diploma na mão, e um alto conhecimento cientifico, e o domínio de modernas técnicas da ciência e da tecnologia não significam, necessariamente, que quem é detentor dessas qualidades seja um homem sábio. Às vezes, por trás de um diploma e de uma elevada posição social, há um tolo quando se trata de considerar as verdades escondidas nas questões subjetivas da vida.

Conhecimento e sabedoria são coisas totalmente dispares. Uma rápida visita ao dicionário, teremos que;

Conhecimento
s. m. 1. Ato ou efeito de conhecer. 2. Ideia, noção; informação, notícia.
Sabedoria
s. f. 1. Grande soma de conhecimentos; erudição, saber, ciência. 2. Qualidade de sábio. 3. Grande circunspeção e prudência; juízo, bom senso, razão, retidão.
A partir da formulação desses dois conceitos no dicionário, podemos deduzir que conhecimento é o ato ou efeito de fazer consideração sobre ideias complexas, implica a noção de saber alguma coisa.

Já o conceito de sabedoria também implica a noção de grande conhecimento, não é possível conceber a ideia de homem sábio que não saiba coisa alguma. Porém, a sabedoria precede o conhecimento no sentido que usa qualidades importantes para aquele que pretende caminhar pela vida com segurança e equilíbrio, quais sejam; prudência, bom senso, retidão. Simplificando o conceito, pense numa cozinha cheia de alimentos. Se você tem as melhores e mais afiadas facas do mundo, mas não sabe como cortar os alimentos, nem o que fazer com eles, de que lhe adianta ter tantas facas de qualidade?

Diz uma pequena, porém, significativa parábola de autor desconhecido que:

Dois discípulos procuraram o mestre para saber a diferença entre Conhecimento e Sabedoria.
O mestre disse-lhes:
- Amanhã, bem cedo, coloquem dentro dos sapatos vinte grãos de feijão, dez em cada pé. Subam, em seguida, a montanha que se encontra junto a esta aldeia, até o ponto mais elevado, com os grãos dentro dos sapatos.
 No dia seguinte, os jovens discípulos começaram a subir o monte. Lá pela metade um deles estava padecendo de grande sofrimento: seus pés estavam doloridos e ele reclamava muito. O outro subia naturalmente a montanha.
 Quando chegaram ao topo, um estava com o semblante marcado pela dor; o outro, sorridente. Então, o que mais sofreu durante a subida perguntou ao colega:
- Como você conseguiu realizar a tarefa do mestre com alegria, enquanto para mim foi uma verdadeira tortura?
O companheiro respondeu:
- Meu caro colega, ontem à noite, cozinhei os vinte grãos de feijão.
Quando o homem não sabe utilizar de forma adequada todo o conhecimento que adquiriu, se iguala aos ignorantes.

Sabedoria: É isso que falta, não apenas ao professor da Unicamp, mas também a muitos de nossos gestores, de nossos políticos, e de grandes líderes mundiais. O mundo hoje parece navegar num mar hipocrisia, e tende a nos arrastar para suas ondas, cabe a nós resistir, ou se entregar.

Voltemos ao caso da Unicamp e entendamos o porquê da indignação do professor contra os alunos cotistas.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), aprovou no dia 30 de maio deste ano, o sistema de cotas para alunos negros, pardos e indígenas, oriundos de escolas públicas. A adoção da medida tomada durante o Conselho Universitário (Consul), passa a valer já para o vestibular de 2019.  

O plano, a ser implantado progressivamente, prevê a meta de 50% dos estudantes oriundos da rede pública de ensino, por curso e turno, e também buscar atingir a meta de 37,5% de autodeclarados pretos, pardos e índios, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Estado de São Paulo.

O processo teve todo o apoio da reitoria, sob o comando do reitor Marcelo Knobel, empossado no mês de abril deste ano.

O professor, Paula Palma, que já é bastante conhecido no circuito universitário por suas posições polêmicas, e ficou incomodado com a aprovação do sistema de cotas na Unicamp, e, por isso, saiu por aí, destilando veneno. Como diria o mestre Jesus “a boca fala do que o coração está cheio”. Ou como diz o ditado popular, “cada um dá o que tem”. Se o home tem amor no coração, distribuiu amor para aqueles que o cercam, se, ao contrário, possui ódio, distribui ódio. É fácil de entender. Não nos esqueçamos, porém, de que, ao final, nos será pedido contas de todos os nossos atos. E é segundo os nossos atos e ações que será definido nosso destino na eternidade.

No mesmo dia em que foi aprovada medida na Unicamp , 30 de maio, Paulo Palma publicou na página do reitor Marcelo Knobel:

Caro Professor, Marcelo Knobel, com a resolução publicada hoje, e com tantos cotistas ingressando na UNICAMP, sugiro mudança de nome dessa universidade para Escola Estadual de Terceiro Grau Zeferino Vaz.
Próximo passo será cotas para ingressar na carreira de docente?
Let’s make UNICAMP great again!
Grupos ligados à causa negra acusaram o professor de racismo. O Núcleo de Consciência Negra, cobrou da reitoria, punição contra o professor Paulo Palma. A reitoria, por sua vez, repudiou o comentário do professor.

Centenas de alunos comentaram a postagem do professor no Facebook. Um deles escreveu:

“Todo o apoio à implementação das cotas e o respeito dado pela reitoria a uma decisão democrática dos órgãos responsáveis. As pesquisas feitas sobre o tema são enfáticas ao apontar que os alunos que ingressam nas universidades através do sistema de cotas tem desempenho igual ou superior, portanto, esse comentário infeliz a respeito da mudança de nome demonstra ignorância a respeito do tema ou medo da inclusão de alunos desfavorecidos e um reparo da herança de nossa história de escravidão”.
É isso. O professor Paulo Palma não deve ter nascido no Brasil, nem neste planeta deve ter nascido. Seguramente habita o país da ignorância. Desconhece toda uma história preconceito contra o povo negro e a luta deste, primeiro por liberdade, e depois por autoafirmação. Desconhece que, mesmo após o importante momento que precedeu ao fim da escravidão, os negros não receberam do Estado brasileiro a devida atenção, tendo sido, praticamente jogados em guetos que deram início ao processo de favelização no Brasil. Desconhece o professor a falta de oportunidades de ascensão social que sempre tiveram os afrosdescentes no Brasil. Desconhece as estatísticas que mostram que os jovens negros e pobres são as maiores vítimas das ações policiais. Afinal, são tantas coisas e tanta história desconhecida por Paulo Palma que será mesmo que ele tem esse conhecimento todo? Deve ter sim, mas precisa sair do planeta ignorância e vir para a terra da consciência e da sabedoria.

Enfim, não é hora aos negros e à sociedade consciente de chorar pitangas, mas de celebrar vitórias.

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Gilmar Mendes e o questionável voto de minerva

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 14:03
Domingo, 11 de junho

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz
Onde houver ódio, que eu leve o amor
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão
Onde houver discórdia, que eu leve união
Onde houver dúvida, que eu leve a fé
Onde houver erro, que eu leve a verdade
Onde houver desespero, que eu leve a esperança
Onde houver tristeza, que eu leve alegria
Onde houver trevas, que eu leve a luz
...
(Oração de São Francisco)

Ministro presidente do TSE, Gilmar Mendes

O mundo passa rápido como as balas de uma metralhadora, soltando farpas para todo o lado, e eu me recuso a passar com mundo. Roubalheira, corrupção, atentados terroristas, mentiras, desfaçatez, são o combustível que fazem rodar o automóvel mundo. Mundo estranho que usa combustíveis nocivos que destroem a camada de amor que envolve a humanidade.

Os efeitos de todo esse jeito suicida de viver já se fazem sentir por todo o planeta. Homens se explodem e explodem uns aos outros em nome de uma religião (?), outros líderes religiosos enchem seus cofres à custa da inocência da fé de seus fieis seguidores que acreditam assim estar garantido seu lugar no céu. Governantes não governam, roubam. Outros não governam, matam.

Seja na África, América, Ásia, Europa, ou Oceania, sempre há um homem parado em uma esquina, esperando que alguém lhe dê um pouco de esperança, que abasteça o seu cantil da gostosa bebida do amor e da paz.

E até agora, ninguém fez nenhuma conferência em Paris, ninguém fez nenhum acordo para deter essa emissão de poluentes na camada de amor. Talvez por que amor e ódio sejam coisas tão subjetivas, que apenas mostram: o primeiro, efeitos construtores, vivificadores, enquanto o segundo espalha morte e destruição.

Há também um mundo que passa nas asas da paz, e é nesse mundo que queremos passar, é nesse mundo que queremos viver.

Há também o fato que as coisas parecem não falar a nossa língua. Língua, esse algo que os homens inventaram para que se pudessem entender uns aos outros com mais profundidade que a profundidade dos gestos. Sofisticação ou atraso o fato é, que de repente, as instituições e os homens que as formam parecem não falar mais a linguagem comum.

O cantor e compositor brasileiro, Zeca Baleiro, diz, em critica a televisão, na canção Xanéu Nº 5, que “ela não fala a minha língua”. Ah, Baleiro, fosse apenas a TV que não fala a nossa língua era fácil de lidar com isso, mas também a indústria fonográfica parece também não falar a nossa língua. Hoje, tudo parece estar revestido com o glamouroso tecido da superficialidade.

E assim, entre programas que não dizem nada, canções que nada acrescenta, vamos navegando nesse mar produzido pela indústria cultural que produz lixo, envolve-o numa embalagem atraente, joga no mercado, e obriga os consumidores a engoli-lo goela abaixo como produtos culturais.

É possível escapar disso, é só ter o cuidado de revirar o lixo com cuidado que ainda se pode encontrar algo de bom. Pode-se também voltar às fontes do passado e beber água da boa, ou buscar outros platôs e buscar coisa nova e de excelência que essa tal de indústria cultural insiste em deixar em segundo plano.

A superficialidade e a inconsistência também navegam nos níveis governamentais. Ali, se não existe indústria cultural, existe uma indústria política que também produz muito lixo.
Falando especificamente da terra descoberta acidentalmente (?) por Cabral em idos de 1.500, a superficialidade reina solta em nossas casas legislativas, e ela está sempre acompanhada da hipocrisia. É uma coisa de dar vergonha, e de arrepiar os cabelos. Às vezes pensamos que estamos vivendo um pesadelo... Mas, enfim, acordamos, e o bicho papão permanece lá, a nos desafiar, a desafiar a nossa inteligência.

Talvez seja o medo desse bicho papão que tem feito com que os brasileiros que estão no Brasil, queiram sair dele, e os que estão fora dele, não quererem voltar. É duro ter que dizer isso, é duro ter que admitir isso, mas é assim.

E sem que percebessemos, essa hipocrisia e superficialidade também chegou ao judiciário. O judiciário é soberano, pode tomar suas próprias decisões e, depois de ratificadas pela maioria, tornarem-se verdades. Mas, caros leitores, e leitoras, quantos soberanos já não foram hipócritas e corruptos na história brasileira, e na história da humanidade? Quantas decisões tomadas sob os auspícios da lei já não desceram como fel pela garganta dos habitantes das nações?

Enfim, o julgamento da chapa Dilma-Temer chegou e passou, e deixou um gosto amargo. O que vimos foi mais um espetáculo, não da democracia, mas da desfaçatez. Pelo aspecto legal, processual, foi tudo uma maravilha.  Processo democrático concluído com êxito. Ritos e formas foram cumpridos a risca em um julgamento justo. Mas pelo lado moral e ético o que vimos foi mais uma bofetada na cara de parte da sociedade brasileira que aspira a um Brasil mais justo.

O jornalista Arnaldo Jabor, em seu comentário ao Jornal da Globo, exibido no último dia 07, diz: “Houve um julgamento seriíssimo que mostra que apesar de trancos e barrancos, as instituições brasileiras estão funcionando. Nunca houve uma crise tão grave, mas não se instalou o caos público. A estrutura do país é mais forte do que pensávamos. Estamos mais cultos politicamente, estamos vendo a verdadeira face do Brasil. Isso é bom, mesmo que doloroso... Não há parto sem dor”.

Já o ex-presidente do TSE e do STF, Carlos Velloso, disse em relação à decisão do ministro Gilmar Mendes: “Uma boa decisão jurídica sempre surge através de debates, debates nos quais prevalece o entendimento da maioria. Foi que aconteceu nesta decisão do Tribunal Superior Eleitoral. Gilmar Mendes é um notável juiz, é um juiz muito preparado. Teve uma postura forte como é do feitio dele. Teve uma postura correta, adequada para um presidente de um Tribunal Superior”.

Amarrando em só feixe estas duas falas, poderíamos dizer que a instituições brasileiras estão funcionando, sim. Mas a que preço? E a que sobressaltos aguardamos suas decisões? As instituições brasileiras estão funcionando sim, mas algumas ainda caminham na direção de velhas práticas corruptas que, como temos visto, levaram o país à beira do precipício.

O juiz Gilmar Mendes certamente é um juiz muito preparado, mas também amarrado a velhos conceitos de se fazer política, no qual vale tudo e qualquer coisa. Tal qual nos ringues das lutas de Vale Tudo, inferimos da decisão do TSE que nos ringues da luta política, vale qualquer coisa; caixa um, caixa dois, mentiras, trapaças, e coisas semelhantes.

Carlos Velloso também diz que prevaleceu o entendimento da maioria, nesse caso, da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Eleitoral. Mas e o entendimento da maioria de milhões de brasileiros não deve ser levado em conta? Somo todos uma massa sem voz e sem vez?

É justo também que sejam excluídos dessas considerações os ministros, Herman Benjamin (relator), Luiz Fux, e Rosa Weber que votaram a favor da cassação da chapa. Esses sim, verdadeiros representantes da maioria dos brasileiros que quer ver o Brasil no primeiro mundo da ética e da moralidade. Elogios também ao minucioso e preciso relatório que o ministro Herman Benjamim, fez do caso, e seus argumentos bem fundamentados.

Inverti a ordem nesse texto, ao expor as considerações antes e o fato ao final, pois, presumo que os caros leitores e leitoras tenham acompanhado, durante a semana, os fatos relativos ao julgamento da chapa Dilma-Temer, e a consequente absolvição dela pelo Supremo Tribunal Eleitoral, na última sexta-feira (9).

Votaram a favor da cassação, como já citado acima: Herman Benjamin (relator), Luiz Fux, e Rosa Weber. Votaram contra: Napoleão Nunes Maia, Admar Gonzaga, Tarcísio Vieira, e Gilmar Mendes.

 A ação de pedir a cassação da chapa foi feita pelo PSDB, logo após a realização das eleições de 2014. Na petição inicial eram apresentadas pelo partido 20 infrações cometidas pela coligação “Com a Força do Povo”, liderada pelo PT e pelo PMDB. No cerne da denúncia estava a suspeita de que doações oficiais foram feitas à chapa com dinheiro de propina oriundas da Petrobrás, e também o pagamento de gráficas sem que estas tenham prestado serviço algum.

O PSDB pedia que a chapa fosse cassada e Dilma e Temer ficassem inelegíveis. O objetivo era que os candidatos derrotados, Aécio Neves e seu vice, Aloísio Nunes, assumissem o comando do país.

Nessa questão vem o irônico destino e joga o senador Aécio Neves e o PSDB na mesma fornalha em que eles haviam jogado o atual presidente, Michel Temer, e a ex-presidente, Dilma Rousseff. O caprichoso destino tratou de tirar a máscara do Aécio e do partido dele, e mostrou que aqueles que se levantavam contra o erro eram tão errados e desonestos quanto.

O PSDB agora tem outros interesses. Está no governo. Tem fortes ligações com este. Está em dúvida se deixa ou não o governo. Se não deixar mostra mais ainda sua face hipócrita e desonesta, pois compactua com as atitudes de um governo corrupto, o qual, no início, moveu ação para derrubar.

O voto do relator, o ministro Hermna Benjamim foi o de que, houve sim, abuso de poder econômico pela chapa em questão. Um dos pontos cruciais do julgamento foi quanto à inclusão de depoimentos de delatores da Odebrecht no processo. Ali há provas robustas capazes de derrubar presidente de qualquer país que trate corrupção como coisa a ser levada a sério e punida.

Quando foram vetadas a inclusão de provas, ali já se desenhou o resultado final do processo, uma vez que os mesmo ministros que votaram contra a inclusão das provas, foram os mesmos que votaram contra a cassação.

A inclusão dos depoimentos dos delatores são, nas palavras do relator, Herman Benjamim, “provas oceânicas. São depoimentos, documentos, informações passadas a autoridades estrangeiras em cooperação internacional”.

Porém, os quatro ministros que votaram contrários à cassação preferiram dar às costas a todo esse oceano de provas, e agiram muito mais como advogados de Temer e de Dilma do que como advogados do eleitor brasileiro. O Tribunal Superior Eleitoral brasileiro deu, na semana passada, uma prova de que não é uma instituição alinhada ao Ministério Público, Polícia Federal, e à coragem de juízes do naipe de Sérgio Moro (13a Vara Federal de Curitiba), Marcelo Breta (7a Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro), Vallisney de Souza Oliveira (10a Vara Federal de Brasília). Pessoas e instituições, estas sim,comprometidas a restaurar a dignidade que ainda resta em nosso país.

O juiz Gilmar Mendes, a quem coube o voto de minerva, infelizmente, não foi daqueles a querer ver brilhar no céu da justiça eleitoral brasileira a fulgurante estrela justiça e contra velhas práticas viciosas praticadas em nosso país há tempos.

Batalha perdida, guerra não. Ainda segue o inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal, a pedido da Procuradoria Geral da República por corrupção contra o atual presidente. Temer vai jogar sujo contra Janot. Vai tentar desqualificar o trabalho da PGR. Reportagem de Veja desta semana veio colocar ainda mais lenha na fogueira. A revista diz que a Agência Brasileira de Inteligência, foi usada pelo governo para bisbilhotar a vida do ministro do STF, Edson Fachin, relator da Lava Jato. O Palácio do Planalto desmente a reportagem.

O fato é o de que o governo Michel Temer é um governo dispostos a usar as armas mais sujas para se manter no poder. É só analisar as atitudes tomadas por Temer, desde o início de seu mandato. É só ver como se movimentam as peças no tabuleiro para ver que esse é um governo disposto a tudo para preservar seus vis interesses, e o de seus aliados

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Era uma vez em América

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 13:21
Domingo, 04 de junho



Em um continente não muito distante, nesse imenso planeta, chamado Terra, havia um país chamado América. Era um país prospero. Uma terra na qual os sonhos eram possíveis de serem realizados. Por sua pujança, América era parte importante do conjunto principal de vagões que puxam a locomotiva da humanidade.

Havia em torno de América, e distante dela, outras terras na qual os habitantes viviam sob o domínio de governantes corruptos que lhes roubava muito de seu futuro. Nessas terras mal governadas, o povo era submetido a altas taxas de impostos. Era uma cruz difícil de carregar e que pesava nos ombros dos habitantes dessas nações.

O povo daqueles lugares trabalhavam cinco meses por ano para o governo. Mas os governantes não revertiam a dinheirama arrecadada com os impostos em benefícios para a população. Ao contrário, esse dinheiro servia para satisfazer os caprichos da classe política.

As coisas nessas nações funcionavam como as pedras de um dominó que, colocadas de pé, desabam, uma após a outra, bastando para isso, que se toque levemente na primeira delas, para que todas as demais venham ao chão.

Não havendo dinheiro e investimentos em educação todas as demais pedras ruíam: a economia, a segurança, as oportunidades de emprego, a saúde, a cultura, e todas as demais áreas que servem de sustentáculo às bases de uma sociedade que se pretende bem estruturada.

Por tudo isso, América era a menina dos olhos dos habitantes das outras nações que lhe eram mais próximas, e das que eram distantes também. Muitos desses habitantes atravessavam vales tenebrosos, cheios de riscos e perigos para chegar à terra prometida. Esses vales estavam cheios de cobras venenosas e feras perigosas, além das dificuldades em encontrar água e alimentos pelos caminhos tortuosos pelo qual andavam.

Outros se aventuravam em viagem por mares bravios, em barcos que, de tão frágeis, pareciam de papel, e que naufragavam ao primeiro vento. Outros ainda eram vítimas daqueles que lhes haviam lhes sugado todo o dinheiro que tinham com promessas de uma travessia alegre e segura.

Certa vez, o povo de América, escolheu como governante um homem negro. Era a primeira vez que um negro chegava ao alto posto de chefe da nação. Isso foi um marco na história não apenas daquele país, mas para todo o mundo. Uma vez que, apesar de prospera, América também esconde suas chagas e suas feridas, em uma história de preconceito, violência e dor para com o povo negro. Mas, enfim, os deuses haviam destinado aquele homem negro para comandar os destinos da nação e não havia vento em contrário que pudesse evitar, e não evitou.

Esse homem governou América com sabedoria e equilíbrio. Quando assumiu o posto de governante da maior nação do mundo, o país se encontrava em meio a uma preocupante crise econômica gerada no governo de seu antecessor. Além disso, havia a dificuldade de que o Congresso, na maioria das vezes, não estava ao seu lado. Era preciso ainda mais diplomacia para dirigir os interesses da nação de forma satisfatória para todos.

Duas guerras ocorridas do outro lado do mundo, e nas quais América se envolveu, geraram grandes déficits orçamentários. Além disso, houve no período uma tal de “bolha imobiliária”, que puxou muito dinheiro do Estado, e obrigou o governo a injetar dinheiro público nas instituições financeiras. Muito dinheiro foi investido nessas operações.

Contudo, e apesar das dificuldades, aos poucos o país foi retomando o caminho do crescimento. O Produto Interno Bruto (PIB) voltou a crescer. As taxas de desemprego que andavam em alta, foram reduzidas.

Também na saúde, esse governante negro fez inovações, e, talvez, por isso tenha enfrentado críticas e polêmicas nessa área.

Na política externa, o líder político da imponente nação, se comportou como um glenteman, e com muita diplomacia, para com todos os seus parceiros e aliados. Uma importante realização de seu governo nessa área se referiu as questões climáticas.

Antes dele, América tinha certa dificuldade em aceitar que fossem reduzidos os limites de imposição à emissão de gás carbônico na atmosfera. O país deu sinais de que estava disposto a colaborar para a diminuição aos riscos do clima mundial.

Em dezembro de 2015, várias nações, se reuniram em uma importante Conferência do Clima, e esse encontro terminou com a aprovação de um documento histórico, chamado Acordo de Paris. O acordo foi assinado por 195 nações ricas que se comprometeram a se empenhar no combate as mudanças climáticas.

Os efeitos nocivos do aquecimento da camada de ozônio sobre o planeta tem se tornado evidente ao longo dos anos, em todos os continentes. Dos continentes quentes ao continente gelado, no céu, na terra ou no mar, ninguém escapa da mudança nos efeitos climáticos. A cada ano a temperatura parece aumentar mais e mais, e a cada ano as geleiras parecem derreter mais e mais. Todo esse quadro gera grande desequilíbrio em um planeta que por séculos seguiu seu curso normal com eficiência.

O objetivo do Acordo de Paris, aquele do qual o primeiro governante negro da America foi signatário, juntamente com grande número de nações, visa manter a temperatura do planeta em 2oC.

De acordo com os estudiosos do clima, se a temperatura em nossa casa comum ultrapassar esse limite o nosso futuro enquanto raça humana é bastante sombrio, e o planeta gravemente ameaçado.

As regiões do planeta nas quais já ha tendência à secas se tornarão grandes desertos, cidades litorâneas serão invadidas pelo mar, enquanto outras regiões sofrerão com enchentes e terremotos. Haverá falta de alimentos e muitas pessoas, bem mais que hoje, sofrerão com falta de água e alimento. Espécies animais habitantes das regiões geladas se encontrarão em condições críticas devido ao derretimento das geleiras, ou até mesmo desaparecerão. As espécies habitantes do fundo, se não desaparecerem, terão se reinventado, encontrado novas funções, novo jeito de viver, enfim, terão se adaptado ao caótico clima.

Tudo isto parece apocalíptico. Muito líderes mundiais no campo da indústria, da política, ou da economia, por muito tempo fecharam os olhos para essa realidade. Alguns já começam, lentamente a abrir os olhos. Outros ainda permanecem de olhos fechados num estado de total letargia. Não dão ouvidos ao grito dos cientistas. Acham que eles falam bobagens.

Depois será tarde para correr atrás do prejuízo. O planeta poderá entrado em um caminho irreversível que leva ao abismo da extinção da humanidade. As nações menos desenvolvidas não terão como escapar dessas tragédias, e as nações ricas despenderão grande parte do PIB em amenizá-las.

Após essa breve digressão sobre os efeitos do clima, voltemos ao país chamado América.

Por ter feito um bom governo, os habitantes de América reelegeram o simpático governante negro para um segundo mandato. Isso aconteceu em 2012. E ele reinou por mais quatro anos. Desde o início sempre foi um governante aberto ao dialogo e respeitador das diferenças.

Enfim, chegou a hora de deixar o poder. Os habitantes de América haviam escolhido, democraticamente, um governante branco, e muito diferente dele na forma de pensar e de encarar o mundo. Depois surgiram histórias de que esse novo governante teria, para chegar ao governo de uma das nações mais poderosas do mundo, recebido a ajuda, ajuda que teria vindo dos serviços de inteligência de outro país.

As coisas se tornaram um pouco confusas, e, de certa forma, hilárias, pois mesmo sendo homem, esse novo governante branco de América se comportava como criança mimada. Dessas que acham que o mundo gira em torno dela.

Havia na grande sala presidencial do palácio governamental de América, uma maquete muito bem feita do globo terrestre e seus humanos habitantes. E esse novo governante começou a brincar com mundo. Jogava-o para cima e para baixo. Dava-lhe chutes.

Certo dia, ele resolveu construir um muro que os separasse de seus vizinhos mais próximos.   Brincou com os sonhos de pessoas ao impedi-las de entrar no país. Endureceu as regras de imigração. Tratava a imprensa como inimiga, simplesmente, porque esta insistia em mostra que eram inverdades as verdades apontadas pelo governante. Com pose autoritária, ele ria e debochava das minorias, antes tão respeitadas pelo seu antecessor.

Esse homem-governante-criança mimada, já em seus primeiros dias de governo, colecionava uma série de declarações e atitudes polêmicas, dessas de deixar confusas a cabeça de qualquer um. Virando a maquete do país América de cabeça para baixo, uma a uma ele foi derrubando as conquistas de seu antecessor.

Certo dia, em um acesso de loucura, ele deu as costas para o mundo, e rasgou o Acordo de Paris. Essa atitude do menino mimado provocou, de uma só vez, a ira dos próprios habitantes de América, dos seus aliados, e do mundo inteiro.

E se houvesse uma máquina do tempo teríamos visto esse irresponsável governante provocar a ira também de diversas populações que sofrerão gravemente as consequências sobre o clima, provocadas pelas altas emissões de gás carbônico na atmosfera.

Mas sempre é tempo de reeducar uma criança mimada, mesmo que ela esteja no comando de uma das nações mais poderosas do planeta. Às vezes, deixar ela falar sozinha e resmungar, é bom. Sempre há algum jeito de driblar os caprichos de um governante narcisista. Criança mimada apenas olha para o próprio umbigo, mas os adultos podem ajudá-la a olha para frente, e é bom que o façam, pois se assim não o fizerem caminharão, mais cedo ou mais tarde, todos para o abismo.

A responsabilidade de ter o mundo em suas mãos é grande demais para uma criança mimada que brinca de governar um país. Além disso, pode ser um perigo, não apenas para uma nação, um continente, mas para a humanidade inteira. O pior é que existe, não apenas uma, mas várias crianças mimadas brincado de governar, liderando nações. Basta olhar atentamente para ver quem são.

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